Empresa de Singapura pede falência da Air Luxor

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A Singapore Aircraft Leasing Enterprise, empresa de leasing de aviões e operações financeiras com frotas, apresentou ontem no Tribunal de Comércio de Lisboa o pedido de falência da Air Luxor. Em causa está uma dívida da empresa portuguesa de 5,4 milhões de euros. Em comunicado, emitido ao fim do dia, a Air Luxor confirma a acção judicial "contra si, incluindo o pedido de insolvência", que classifica de "má-fé", e com o objectivo de "prejudicar o seu bom nome".

Este processo junta-se a outro apresentado pela TAP, também por uma dívida de dois milhões de euros por trabalhos de manutenção realizados nos hangares da TAP durante quatro anos, e cujo pagamento continua em falta.

A Air Luxor confirmou que manteve com a Singapore Aircraft "relações comerciais entre 2002 e 2004, tendo acordado o aluguer de dois aviões", que se destinavam ao cumprimento do contrato de obrigações de serviço público nas linhas dos Açores para o triénio 2002-2004. A rota não se efectivou, e a Air Luxor acusou o Governo de "ilegalidade", tendo na altura interposto uma acção contra o Estado, que entretanto ganhou.

Contudo, realça a empresa aérea, " perante a impossibilidade de operar esses aviões manteve ainda os aparelhos para evitar a sua devolução prematura". A empresa propôs a subcontratação dos aparelhos à Virgin Nigeria e Jazeera Airways, mas a Singapore "acabou por recuar, obrigando a Air Luxor a rescindir os contratos". Desta situação, salienta o comunicado, "nasceu um litígio".

A Air Luxor realça que ainda "não foi notificada, mas esta acção não afectará a normal actividade da companhia". E, acrescenta, vai contestar a acção com os mecanismos legais à sua disposição.

Recentemente a Air Luxor, que entretanto adoptou a designação de Hi Fly, perdeu um aparelho A320, por falta de pagamento dos trabalhos de manutenção realizados por uma empresa francesa, que reteve o avião durante algum tempo. A aeronave encontra-se actualmente ao serviço da TAP.

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