Dos gigantes do rock aos fenómenos da pop

Além de Adele e Bieber, Iron Maiden e AC/DC, Miguel Araújo e Zambujo reservaram 14 noites nos coliseus. O ano de 2016 promete
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O anúncio da primeira grande digressão de Adele teve direito à atenção dos media por todo o mundo. As 56 datas nos Estados Unidos esgotaram em minutos e na Europa a euforia não foi menor - em Inglaterra o tráfego foi de tal forma que o site da Ticketmaster foi abaixo e em Portugal instalou-se uma guerra. A cantora inglesa estará duas noites no MEO Arena, sendo a primeira - 21 de maio - a escassos quilómetros de distância da 30.ª edição do Rock in Rio. O duelo, mesmo que ainda se desconheça o principal nome da noite do lado do Parque da Belavista, promete.

Mas a noite em que Adele medirá forças com o RiR é apenas uma das que se preveem animadas para os fãs de música ao vivo. Na agenda de concertos de 2016 e numa altura em que os festivais de verão ainda mal começaram a anunciar nomes já sobram concertos imperdíveis. Há clássicos da música nacional, gigantes do rock e do indie e até há uma noite para quem tem uma história política para contar. A 17 e 18 de maio, no CCB em Lisboa e no Coliseu do Porto, toca por cá o trompetista Arturo Sandoval, que em 1990 aproveitou uma digressão com Dizzy Gillespie para desertar de Cuba.

O primeiro grande concerto do ano será português. Desde 2012 sem lançar música nova, os Orelha Negra marcaram a noite de 16 de janeiro para o CCB. Sem terem revelado qualquer música, Sam The Kid, Fred, Cruzfader, Francisco Rebelo e João Gomes vão pela primeira vez mostrar aos fãs o seu novo trabalho de originais. Dias depois, a 30, será a vez do Hard Club, no Porto, receber a nova música do quarteto.

Mas também haverá consagrados que prometem encher salas: em março, no Coliseu de Lisboa, Marco Paulo vai celebrar os cinquenta anos de carreira. Mas, para já, não há concerto que esteja a motivar a euforia das noites que António Zambujo e Miguel Araújo estão a motivar. Os dois juntaram-se para tocar nos coliseus e as noites necessárias para receber todos os fãs não pararam de ser aumentadas: nesta altura estão reservadas oito noites em Lisboa e outras seis no Porto. Em abril, a mais carismática sala de Lisboa voltará a ter uma noite para o produto nacional - depois da consagração com o seu terceiro disco, Turbo Lento em 2013, os Linda Martini vão pela primeira vez, em nome próprio, ao palco do Coliseu.

O rock dos portugueses, no entanto, está longe de ser o único que por cá se vai ouvir. Para os fãs da música de peso, logo a 7 de fevereiro, passam por Lisboa os Machine Head, uma das maiores bandas de metal da atualidade, em maio são os AC/DC que prometem lotar o Passeio Marítimo de Algés e em junho os Iron Maiden trazem à MEO Arena o novo Book of Souls, o 16.º disco de uma carreira que arrancou há 35 anos. Pelo meio, haverá uma noite seguramente emotiva. Depois de terem cancelado a passagem por Lisboa após os recentes atentados em Paris, os Eagles of Death Metal terão direito a uma sala maior - Coliseu de Lisboa, 5 de março - para o concerto que há muito os fãs esperam.

Superestrelas com fartura

Se a carreira de Brian Adams - 27 de janeiro no MEO Arena - já conheceu momentos de maior sucesso, a sua atuação em Portugal não irá passar despercebida. Ainda assim está longe de ser o maior nome de renome internacional com data marcada. Seu Jorge vai tocar em Guimarães e Lisboa (4 e 5 de março), Florence and the Machine passa o dia 18 de abril no MEO Arena, os Muse terão duas noites em maio e mais para o final do ano, em novembro, serão os Cure a subir ao palco.

Durante o ano, por cá não faltará música e entre as centenas de datas marcadas o difícil será mesmo não encontrar uma a seu gosto. Pode ser a do pianista italiano Ludovico Einaudi - 20 e 21 de abril, entre os Coliseus do Porto e de Lisboa - ou pode ser a noite em que Justin Bieber regressa a Portugal - 25 de novembro. Mas atenção que há cuidados que convém ter. Na sua última visita, em 2013, os dois esgotaram os bilhetes a semanas dos concertos e agora a euforia não deverá ser menor. A diferença estará nos preços - para o concerto no MEO Arena o pack VIP de 1850euro euros está quase esgotado - e na música, porque de um lado e de outro, os fãs não faltarão.

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