Trump divulga retrato financeiro do seu império empresarial

Presidente dos EUA entregou voluntariamente dados financeiros da Organização Trump à Agência para a Ética da Casa Branca
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O hotel de Donald Trump em Washington faturou 20 milhões de dólares (18 milhões de euros) nos seus primeiros meses de funcionamento, um período que coincidiu com a eleição e a tomada de posse do 45.º Presidente norte-americano.

Esta é uma das informações conhecida na sexta-feira, depois de ter sido divulgado o primeiro retrato financeiro da Organização Trump, entregue voluntariamente pelo ocupante da Casa Branca à Agência para a Ética no Governo.

Quando tomou posse em janeiro, Trump entregou a condução do seu império empresarial, espalhado pelo imobiliário, gestão de propriedade e marketing, aos seus dois filhos adultos e a um executivo sénior.

Porém, não alienou posições, colocando antes a sua enorme carteira de participações num fundo controlado por este executivo e pelo seu filho Donald Trump Jr. Isto permite-lhe em qualquer altura recuperar o controlo do fundo, do qual, aliás, continua a poder retirar dinheiro, sempre que entenda.

Este documento agora conhecido cobre o período que vai de janeiro de 2016 até à última primavera.

A sua importância surge aumentada, porque Trump não está a seguir a longa tradição dos candidatos à Casa Branca e dos presidentes eleitos de divulgarem as suas declarações fiscais.

Estas declarações dão mais informação financeira do que o documento divulgado hoje, que na sua essência consiste em valores gerais de receitas e dívidas.

O documento revela que Trump resignou a mais de 500 posições, demitindo-se da maioria no dia anterior à tomada de posse.

Trump listou um passivo de pelo menos 315 milhões de dólares. Destes, mais de 100 milhões de dólares são devidos ao Deutsche Bank e quase outro tanto ao Ladder Capital Finance, um fundo de investimento imobiliário baseado em Nova Iorque.

O que não está claro é se esta dívida aumentou de forma significativa para ajudar a pagar a campanha eleitoral. Como os intervalos requeridos para a informação são largos -- o documento de Trump menciona cinco dívidas separadas, cada uma "acima de 50 milhões de dólares" --, é impossível saber se o seu endividamento mudou de forma significativa.

Alguns dos negócios de Trump parecem estar a render mais do que há um ano.

Por exemplo, a instância turística em Mar-a-Largo, onde Trump acolheu vários dirigentes estrangeiros durante sete fins de semana no passado inverno, melhorou as suas finanças. As suas receitas subiram a 37 milhões de dólares, que comparam com os 30 milhões reportados em mais de 2016.

O Trump International Hotel, situado nas proximidades da Casa Branca, tem tido uma atividade fervilhante desde que abriu as portas no último inverno.

Além de servir de plataforma de encontro e organização durante as festividades da inauguração da presidência Trump, a unidade hoteleira tem acolhido numerosos eventos para diplomatas estrangeiros e empresários.

O hotel é citado em três queixas separadas contra Trump, em que se argumenta que está a violar uma cláusula constitucional, que impede que o Presidente receba prendas e pagamentos de entidades estrangeiras.

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