Diplomata português detido em Bruxelas por tirar fotografia
O diplomata Rui Boavida foi hoje detido, em Bruxelas, num incidente que está a ser descrito nas redes sociais como "bizarro", já que o conselheiro da Representação Permanente de Portugal na União Europeia (Reper) se limitava a "tirar uma fotografia a um edifício da UE".
Contactada pelo DN, fonte da Reper desvaloriza o incidente, dizendo que "tudo não passou de um mal-entendido" e que a "já está tudo resolvido".
No vídeo vê-se o momento em que dois agentes da polícia belga seguram Rui Boavida, que aparece nas imagens com as mãos atrás das costas. O diplomata é empurrado contra um carro da polícia, com o rosto encostado ao vidro do automóvel.
Nos instantes que antecedem o momento em que é levado numa carrinha da polícia, que chega durante os 20 segundos do vídeo, o diplomata tenta explicar que está a ser detido por tirar uma fotografia.
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O momento foi captado e divulgado no Twitter pelo jornalista James Franey, que classificou o incidente como "bizarro".
Fonte da Reper portuguesa confirmou que o diplomata "tirava uma fotografia a um edifício da UE", quando foi abordado pela polícia, que lhe pediu a identificação. Ter-lhe-ão dito na mesma altura que "o alerta terrorista de nível amarelo o proibia de tirar fotografias" aos edifícios públicos.
"A situação gerou uma troca de palavras e o Rui Boavida disse que estava com pressa para uma reunião, mas o agentes acabaram por o deter", disse a fonte já citada, acrescentando que "40 minutos depois do incidente, a polícia ligou para a Reper e a situação ficou resolvida".
"Por isso é um não assunto que já está sanado", disse a mesma fonte.
Nas imagens vê-se o diplomata com o cartão de identificação pendurado ao pescoço, de forma perfeitamente visível. O que não impediu que o diplomata fosse levado para a esquadra. O DN está procurar contactar Rui Boavida.

