O dia ontem esteve cinzento e mais ainda na competição. Pelo menos para Julian Wilson e Owen Wright, que se viram afastados da luta pelo título logo pela fresca no Moche Rip Curl Pro Portugal, prova apoiada pela EDP e o Turismo de Portugal. "Tendo em conta o meu tamanho, estas condições não são as melhores", afirmou o australiano, que mede 1,91 metros. "Sinto que apesar de tudo ainda consegui fazer uma bateria razoável. Talvez pudesse ter escolhido as ondas maiores, mas estava difícil. Parabéns ao Caio Ibelli. Ele teve um ano muito bom no circuito de qualificação e penso que eles competem neste tipo de condições com frequência. É a primeira vez que surfo este tipo de mar neste ano", referiu Wright.."No que toca à luta pelo título, a derrota de hoje [ontem] é devastadora. Estou muito chateado com isso. As condições de hoje [ontem] não têm muito que ver com aquelas em que surfámos ao longo do ano, por isso perder assim numa bateria crítica é frustrante. Penso que já devo estar fora da corrida. Talvez se ganhar Pipeline e os outros candidatos tiverem maus desempenhos aqui e no Havai ainda tenha alguma hipótese. Mas é pouco provável a esta altura do campeonato", concluiu o australiano..A praia não muito cheia e longe do que se viu no ano passado, com sol e 30 graus, parecia adivinhar um dia de desgostos na competição. Enquanto Julian Wilson surfava contra o havaiano e convidado da organização, Mason Ho, Iker Rubio, juiz há vários anos nesta prova, comentou com o DN que em janeiro iria trabalhar num campeonato mundial de qualificação em Israel. Israel? "Sim, em Israel, e, segundo aquilo que me disseram, a onda fica perto de uma zona de conflito. Não sei como vai ser [risos], ainda vamos ter de ir para a praia com coletes antibala.".Leia mais na edição impressa e no epaper do DN.