Comunicação sobre exploração de recursos naturais deve ser simples - ONG moçambicana

O Centro de Integridade Pública (CIP), uma organização não-governamental (ONG) moçambicana, defendeu hoje que a linguagem sobre os projetos de exploração dos recursos naturais deve ser simples, para ser entendida pelas comunidades rurais.
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"É preciso que as organizações da sociedade civil se reinventem e desçam mais abaixo, comunicar com as comunidades de forma mais simples," disse Inocência Mapisse, pesquisadora do CIP.

A investigadora falava hoje em Maputo no final da conferência internacional sobre governação no setor extrativo.

Inocência Mapisse considera que as comunidades carenciadas têm menos poder de exigir a prestação de contas em relação às vantagens geradas pela exploração dos recursos naturais, porque estão desprovidas de informação.

"Numa situação de conflito, as pessoas não exigem prestação de contas", acrescentou.

Moçambique aderiu em 2009 à Iniciativa de Transparência na Indústria Extrativa (ITIE), uma plataforma global que permite que sejam divulgadas as receitas que advêm do setor.

A pesquisadora considerou que a adesão é um passo que o país deu, mas ainda há muito que fazer para a transparência e prestação de contas.

"Não existe cultura de prestação de contas. Ninguém veio explicar, por exemplo, porque a 5.ª ronda de atribuição do concurso de hidrocarbonetos demorou tanto", exemplificou.

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