José Peseiro deixou o banco pouco galáctico do Real Madrid por um lugar de luxo com vista para a final da Taça UEFA, logo na primeira época ao serviço do Sporting. Nascido em Coruche há 44 anos, chegou a treinador na União de Santarém na época 92/93 (a época da ressaca da final da UEFA falhada pelos leões), mas foi ao serviço do Nacional da Madeira que se notabilizou. Pegou na equipa na II Divisão B (1999) até à Superli-ga, três anos depois. Na época 2003/04 segura os alvinegros no escalão maior (11.º) e, em menos de um ano, estava no banco do Real Madrid como adjunto de Carlos Queiroz. Ambicionou ser jogador e ainda treinou à experiência nas camadas jovens do Benfica, mas não vingou e dedicou-se aos estudos. Licenciado em Educação Física, gosta de conversar com os jogadores, tem um discurso metódico e cultiva a cultura do espectáculo num campo de futebol. Joga quase sempre ao ataque e isso já lhe causou alguns dissabores... esteve à beira da saída logo na sexta jornada da Superliga, mas uma vitória frente ao Estoril segurou-o e deu-lhe tranquilidade para chegar a uma final europeia e lutar pelo campeonato.