As mais jovens, juntinho ao palco, munidas de smartphone; as mais velhas, ao longe, de copo de gin na mão; mas das púberes às balzaquianas todas cantaram e dançaram ao ouvir o cabo-verdiano Djodje, o novo fenómeno da kizomba. A simples presença de Djodje traz efeitos secundários: ainda antes do concerto, bastou ser transmitido um vídeo de promoção ao festival e deu-se o primeiro bruaá da noite. Até aos mais duros de ouvido chega a comoção que provoca no sexo feminino e se solta em agudos. Não é grave: os homens também gostam, a avaliar pela resposta que deram ao músico quando este, já a meio da atuação, perguntou se não havia homens românticos..Depois dos melosos Namora Comigo e Txukinha, o cabo-verdiano de 28 anos, com o público na palma da mão, disse: "Vamos aquecer. Caparica, tira o pé do chão", e seguiram-se quatro temas que conseguiram criar o efeito pedido pelo músico. Ao longo do concerto, Djodje espalhou sorrisos e charme, ao piscar o olho para ali, ao atirar beijinhos para acolá, ou a tirar autorretratos com o público em fundo. Antes de terminar, deixou uma revelação: vai voltar no dia 11 de agosto, no festival O Sol da Caparica, "se Deus quiser"..[artigo:6224058].Também crente mostrou ser Bino Branco, um dos sete elementos de Ferro Gaita. Benzeu-se no início do concerto e por baixo da barba branca saltava uma corrente com uma cruz, mas dançava e saltava como um demónio: o exemplo de uma energia transbordante e que, em conjunto com os ritmos quentes do funaná e da tabanka, contagiou um público não tão conhecedor do septeto quanto de Djodje. A festa foi rija na praia do Paraíso..A tarefa de abrir o salão de festas coube a Wilson Vilares, atualmente o único membro de Celeste/Mariposa, um DJ set de afro-baile, com música dos PALOP. Habituado a atuar a desoras; Wilson Vilares disse ao DN que foi uma experiência interessante, a de poder dar a conhecer música desta "aos mais novos".