Num contexto de Guerra na Ucrânia, a empresa global de cibersegurança Cipher recorda os vários ataques informáticos de que a Ucrânia foi alvo recentemente e diz que não se pode "ignorar a possibilidade de que os ataques que inicialmente têm como alvo um país, se possam propagar a mais geografias"..Perante este clima de incerteza, a Cipher apresentou, através de um comunicado às redações, sete recomendações de cibersegurança para as empresas:."1. Desenvolver e planificar um plano de resposta a incidentes..2. Verificar o acesso que os colaboradores têm dentro da organização e as permissões que podem representar um risco para a empresa, o que inclui ativar a autenticação de dois fatores..3. Manter o software atualizado com as últimas atualizações de segurança consideradas, dando prioridade às novas vulnerabilidades identificadas..4. Verificar se os mecanismos de backup e restauração estão a funcionar corretamente..5. Os profissionais dentro da empresa dedicados à proteção dos bens devem ser formados na identificação de eventuais ameaças ou comportamentos anormais na rede..6. No caso de trabalhar com organizações ucranianas, recomenda-se a monitorização e inspeção do tráfego da rede dessas organizações e dos controlos de acesso às mesmas..7. É recomendável que se mantenha a par das recentes ameaças que estão a ser levadas a cabo.".A Cipher lembra que o Ministério da Defesa ucraniano e vários bancos estatais (Privatbank e Oschadbank) sofreram ataques que resultaram na interrupção das suas operações a 15 de fevereiro e que vários sistemas e bancos governamentais ucranianos foram novamente perturbados por outro ataque oito dias depois."Na sequência destes incidentes e da escalada do conflito após o início da invasão russa, as ações ofensivas cibernéticas têm consistido principalmente em takedown de websites e ataques DDoS dirigidos ao governo ucraniano, a meios de comunicação social, a infraestruturas da Internet e a serviços eletrónicos utilizados por cidadãos ucranianos, tais como a banca digital. Estes ciberataques têm provavelmente como objetivo causar confusão, dificultar as comunicações, enfraquecer uma resposta militar ucraniana e desmoralizar a população do país. Embora o alvo neste momento seja a Ucrânia e a Rússia, não podemos ignorar a possibilidade de que os ataques que inicialmente têm como alvo um país, se possam propagar a mais geografias", pode ler-se no comunicado.