A concentração vai decorrer durante a manhã, enquanto os deputados estiverem a discutir a revisão legislativa no plenário da Assembleia da República.."Contamos ter junto à Assembleia cinco ou seis mil pessoas, entre dirigentes e ativistas sindicais e trabalhadores em luta", disse João Torres, da direção nacional da Intersindical, à agência Lusa..Segundo o sindicalista, a maioria dos manifestantes deverão ser dos distritos de Lisboa e Setúbal, mas "também está prevista a vinda de vários autocarros do norte e centro do país".."Queremos reafirmar a nossa posição relativamente à proposta legislativa do Governo, porque consideramos que, ao nível da precariedade e da contratação coletiva, fica tudo na mesma ou pior", disse..A CGTP defende a rejeição da proposta de lei do Governo e promete tudo fazer nesse sentido..João Torres prevê que a proposta legislativa do Governo não seja votada hoje e, como está a fazer uma ronda de encontros com os grupos parlamentares, espera conseguir sensibilizá-los para a necessidade de rejeitar o diploma..A proposta de lei do Governo surgiu na sequência de um acordo de concertação tripartido, subscrito por todos os parceiros sociais exceto a CGTP..Para a central sindical, o acordo acentua desequilíbrios na repartição da riqueza, põe em causa a segurança no emprego, perpetua a precariedade, ataca a contratação coletiva e reduz direitos e rendimentos dos trabalhadores..A discussão do diploma pelos deputados vai ser acompanhada pela UGT, cujo secretário-geral, Carlos Silva, vai estar nas galerias da Assembleia da República, acompanhado por cerca de 40 dirigentes sindicais..A manifestação da Intersindical será encerrada com uma intervenção do seu secretário-geral, Arménio Carlos..A proposta do Governo para alterar o Código do Trabalho prevê a redução da duração máxima dos contratos a termo e o alargamento do período experimental.