CDS: eu fico

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Neste final de semana houve um evento político que marcou uma enorme diferença para aquilo que tem sido a política em Portugal. Eu estive lá.

Não teve querelas, não teve insultos, não teve interesses, nem teve vaidades. Foi um momento de reunião, de coincidência, de unidade e de humildade. E só assim se pode aspirar a voltar a nascer.
Foi no largo do Caldas. Foi o CDS. Juntou Manuel Monteiro, Assunção Cristãs e Paulo Portas com Nuno Melo. Recuperou o apoio de António Lobo Xavier. Contou com a presença do vice-presidente do governo da Madeira e com presidentes de câmaras e vereadores. Recuperou muitas das personalidades que no passado o fizeram grande, e estava cheio de gente nova que promete o futuro.

Foi um CDS como antes. Com coragem de dizer que é de direita e conservador nas suas preocupações sociais, mas liberal na criação da riqueza.

Um CDS que não se esconde a defender a nação, mas que não é nacionalista; que é exigente com todos no cumprimento da lei, mas que recusa a xenofobia; um partido que se revê nos princípios cristãos - que caracterizam os oitenta e cinco por cento dos portugueses - e que apenas tem de garantir que os pratica para que ganhe a credibilidade desses portugueses. De que será o partido que os vai defender.

Um CDS que exige ao governo um tratamento dos impostos que dê mais rendimento aos trabalhadores e que defende a propriedade privada, sem se deixar de preocupar com o crescimento do rendimento dos que mais precisam.

Um partido que se afirma defensor da verdade e que mostrou não ter medo de a dizer publicamente, que não deixa de ser parceiro de quem queira fazer o bem, mas que será intransigente com aqueles que escolhem a corrupção e o abuso da causa pública para seu engrandecimento.

Uma palavra para Nuno Melo: a humildade de valorizar os seus predecessores, a grandeza de saber pedir ajuda, a capacidade de abrir as portas a todos e a disponibilidade de servir quando tudo parecia desabar - é a postura de um líder que quer fazer viver um projeto que tem um valor enorme, que já foi a terceira força política, e dos partidos que mais contribuiu para o desenvolvimento de Portugal através dos seus ministros, deputados e autarcas.

Um partido que fez muito mais do que quase todos os que estão hoje na Assembleia da República, mas que faz a maior falta na política nacional.

Disse Nuno Melo que o CDS não está no Parlamento, mas que nenhum dos que lá está substituiu a postura e a defesa dos valores que CDS representa. A defesa dos valores da criação da riqueza e da sua partilha por todos, a defesa da produtividade como fator de enriquecimento dos que mais precisam e a defesa da seriedade e do respeito como fundamento da democracia. E tudo isto faz-nos muita falta.

Nuno Melo disse ainda que o CDS não desiste nem se funde, apenas resiste e resistirá. Eu resistirei com ele, pois sem o CDS não tenho quem me defenda, quem defenda os meus valores, quem represente a minha preocupação de ter um país em que todos importam e em que os mais fracos não são sempre quem mais sofre. Sem o CDS perco a democracia, pois não posso votar no que não acredito, e não acredito na riqueza que não se distribui nem na distribuição que não criou a riqueza.

Não acredito na mentira que pretende defender os fracos à custa da promoção dos amigos. Não acredito na política que quer o Estado a intervir em tudo na minha vida, nem na que quer viver sem qualquer controlo por parte do Estado.

Por tudo isto eu vou resistir.


bruno.bobone.dn@gmail.com

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