Segundo a portaria da classificação, assinada pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e publicada hoje em Diário da República, Fialho de Almeida viveu na casa entre 1893, após ter casado com uma proprietária rural da região, e 1911, quando faleceu..O valor patrimonial da casa, um imóvel térreo, que conserva "intactas" as características arquitetónicas originais, "estende-se à sua associação" a Fialho de Almeida, uma "relevante figura da literatura portuguesa", refere a portaria..Por isso, a casa configura "um testemunho importante do ponto de vista da identidade e da memória coletiva nacional e um indubitável ponto de referência histórica e simbólica da sua comunidade"..Hoje também foi publicada em Diário da República a portaria da classificação como monumento de interesse público da Quinta da Amoreira da Torre, uma antiga herdade agrícola e de recreio situada no concelho de Montemor-o-Novo, no distrito de Évora..A herdade, que está documentada desde 1321, quando pertencia ao Cabido da Sé de Évora, é constituída por um núcleo original quatrocentista e quinhentista, ao qual se acrescentaram novos elementos nos séculos XVII, XVIII e XX..O conjunto arquitetónico mais arcaico inclui uma torre ameada, que dá o nome à propriedade, uma capela, que foi praticamente reconstruída no século XVII, um pombal, uma alameda de loureiros e uma cerca, elementos datáveis do início do século XVI, e a designada Fonte da Rainha, ainda de cronologia quatrocentista, assinalada por um elegante templete tardo-gótico em brecha da Arrábida..Segundo a portaria, a torre senhorial, de tradição medieval, é flanqueada por duas alas residenciais de tipologia barroca e neoclássica, com portal setecentista, completadas por diversos anexos distribuídos em torno de um pátio interior aberto por portão de aparato.."Ao longo da fachada posterior corre um largo tanque, que deita sobre os jardins, alimentando diversos tanques de rega e recreio, que, juntamente com as áreas verdes e pomares originais, já quase desaparecidos, contribuíam para a criação de um espaço paradisíaco, de ressonâncias islâmicas, no meio da aridez da planície envolvente", frisa a portaria..A estas áreas verdes, foram acrescentados, no século XX, um jardim de buxo, desenhado pelos arquitetos Raul Lino e Jorge Reis, e várias espécies arbóreas, relvados, um laranjal e uma nova alameda de loureiros.