Casa Branca desmentida. Documento confirma que Trump queria guardas à caça de ilegais

Porta-voz da Casa Branca disse notícia era 100% falsa antes da divulgação do documento assinado secretário de Segurança Nacional
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A Casa Branca negou esta sexta-feira alguma vez ter considerado a hipótese de usar 100 mil agentes da Guarda Nacional para localizar imigrantes ilegais nos Estados Unidos, tal como tinha sido avançado pela agência de notícias norte-americana Associated Press (AP).

Como resposta, a AP divulgou na internet o documento em que se tinha baseado para passar esta informação: um memorando assinado por John Kelly, secretário de Segurança Nacional dos EUA, a 25 de janeiro.

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O ficheiro de 11 páginas foi divulgado na íntegra no site da AP e a agência afirma ainda que esta hipótese estava a ser considerada pelo menos até dia 10 de fevereiro.

A notícia de que a administração de Trump estava a ponderar mobilizar até 100 mil membros da Guarda Nacional para "caçar" imigrantes ilegais em 11 estados norte-americanos - incluindo alguns que estão afastados da fronteira com o México, como Oregon e Luisiana - foi divulgada esta sexta-feira por vários jornais, que citavam a AP.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, logo veio desmentir esta informação, classificando a notícia como "100% falsa" e "irresponsável", numa conferência de imprensa. "Não é um documento da Casa Branca", acrescentou o porta-voz, antes da divulgação do memorando.

O Departamento de Segurança Interna também negou a existência desta proposta esta sexta-feira, segundo o The Guardian.

A proposta revelada pela AP serviria de apoio ao veto migratório planeado pela administração de Trump e tem até a mesma data que a ordem executiva do presidente que implementava esta medida - 25 de janeiro.

Os militares da Guarda Nacional teriam autonomia para fazer buscas, revistar suspeitos e prender qualquer indocumentado. Para isso, bastava que os governadores dos estados aprovassem a participação destes agentes na luta contra a imigração ilegal.

A ideia proposta no memorando abriria um precedente se fosse posta em prática, pois nunca a Guarda Nacional foi autorizada a operar em estados não fronteiriços do país, operando principalmente na fronteira com o México.

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