Conto de fadas do Benfica continua e com direito a triunfo em Itália

Equipa encarnada foi a Turim vencer a Juventus (2-1), ficando numa posição priveligiada para seguir em frente na Liga dos Campeões. Reviravolta com golos de João Mário e David Neres.
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O conto de fadas do Benfica de Roger Schmidt continua. São 12 vitórias em 12 jogos! O técnico alemão, que arrisca ficar na história com o melhor arranque de época de sempre, passou no teste mais difícil da época com distinção e com uma ajudinha de uma Juventus de duas caras.

As idas a Itália foram sempre um problema. Cinco derrotas e um empate nas últimas seis deslocações dizem muito das dificuldades encarnadas em solo transalpino. Por isso, o triunfo de hoje em Turim (2-1) acaba por fazer história e dar três pontos aos benfiquistas, que assim dividem a liderança do grupo com o PSG, que sofreu para vencer o Maccabi Haifa, em Israel (3-1). No próximo dia 5 de outubro, os encarnados recebem Messi e companhia, no Estádio da Luz, num jogo que pode já dar o apuramento a quem vencer.

Em Turim, Roger Schmidt promoveu três mudanças em relação ao jogo com o Famalicão - Gilberto, Draxler e Musa deram lugar a Bah, João Mário e Gonçalo Ramos -, para jogar num 4x2x3x1 pouco convincente. A fragilidade do sistema encarnado foi exposta assim que o árbitro apitou para o início do jogo. O cronómetro ainda não tinha chegado aos cinco minutos quando o Benfica sofreu o primeiro golo. Milik recebeu uma bola teleguiada e antecipou-se a Gonçalo Ramos (foi ajudar a defesa na marcação de um livre), cabeceando sem hipóteses para Vlachodimos.

A jogar em 3x5x2, com Vlahovic e Milik lado a lado, a Juventus entrou fortíssima no jogo e com uma intensidade poucas vezes vista esta época (e que já não se veria no segundo tempo). A vecchia signora podia ter alargado a vantagem logo de seguida, mas Filip Kostic falhou o 2-0 de baliza aberta.

Só a partir da meia hora o Benfica estabilizou defensivamente, Enzo assumiu as transições e libertou João Mário. Rafa apareceu ao minuto 39 e fez abanar o poste de Perin (o guarda redes que esteve para assinar pelas águias no verão de 2019 jogou no lugar do lesionado Szczesny). A Juventus tremeu e acabaria por sofrer o empate. Miretti pisou Gonçalo Ramos na área italiana e o árbitro marcou grande penalidade depois de alertado para o lance pelo VAR. Chamado a marcar João Mário fez o 1-1. O médio fez o quinto golo da época.

Alegri ansiava pelo intervalo. De alguma forma sentia que o jogo lhe fugia do controlo e precisava do descanso para dar frescura mental à equipa já que fisicamente estava limitado nas escolhas - tinha seis ausentes por lesão. E se no primeiro tempo a vecchia signora entrou a criar instabilidade na defesa encarnada, na segunda parte entrou mais numa de ver como as águias se iam posicionar sem deixar de incomodar Vlachodimos. Arkadiusz Milik viu uma bola rematada por si desviar em João Mário e quase trair o guarda-redes grego que teve reflexos e sacudiu para canto.

A diferença esteve na atitude e no bom posicionamento do Benfica. Enzo teve mais um jogo daqueles que o identificam já como alvo do Liverpool e colocou em marcha a reviravolta no marcador. O argentino serviu Gonçalo Ramos, mas Bremer cortou, a bola sobrou para Rafa, que rematou para defesa incompleta de Perin... e Neres apareceu para a recarga. Um golo de pé esquerdo a dar vantagem decisiva ao Benfica. Mais uma vez o brasileiro a mostrar que pode muito bem passar despercebido em campo durante mais de 60 minutos até fazer a diferença.

Alegri respondeu com Di María e De Sciglio, mas faltava um cérebro no meio campo da Juventus. O Benfica percebeu isso e fez dessa ausência de ideias da vecchia signora - só aparecia em momentos de transição - a sua força. Ao ponto de ter uns bons 15 minutos de domínio e boas oportunidades para chegar ao terceiro. Rafa e Neres aqueceram as luvas de Perin, que iam evitando o ampliar do marcador.

Para tentar colocar um travão do ímpeto ofensivo encarnado, o técnico italiano mudou o sistema e a Juventus cresceu no jogo, mas Schmidt refrescou o coração do meio campo (Aursnes no lugar de Enzo) e assim o Benfica aguentou o sufoco final. Moise Kean viu o poste negar-lhe o empate. Vlahovic viu o VAR anular-lhe um golo... que daria o empate e Gleison Bremer falhou o 2-2 de baliza aberta. E o Benfica saiu vitorioso de Itália.

VEJA OS GOLOS

1-0 Milik (Juventus)

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1-1 João Mário (Benfica)

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1-2 David Neres (Benfica)

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isaura.almeida@dn.pt

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