Avaliação das habitações pelos bancos nunca foi tão elevada

Valor mediano atingiu os 1525 euros por metro quadrado. Algarve e Área Metropolitana de Lisboa apresentaram os montantes mais expressivos, de acordo com o INE.
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A avaliação que os bancos fazem às casas no âmbito dos contratos de crédito tem vindo a subir desde, pelo menos, 2016, embora com algumas oscilações pontuais. Uma tendência de crescimento que culminou em julho com um novo valor recorde, como atestou ontem o Instituto Nacional de Estatística.

O valor mediano da avaliação bancária na habitação foi de 1525 euros por metros quadrado em julho, um aumento de sete euros face a junho e de 7,6% comparativamente a igual mês de 2022. Em causa estão 25 mil avaliações bancárias realizadas em julho, um crescimento de 8,1% face ao mês anterior, mas a uma redução homóloga de 13,1%.

Os dados do INE e mostram que todas as regiões apresentaram aumentos face ao mês anterior, exceto a Região Autónoma dos Açores, com uma ligeira quebra de 0,1%. O aumento mais expressivo, de 3,3%, foi na Região da Madeira.

Em relação a julho de 2022, o valor mediano das avaliações variou entre o máximo de 20,5% de aumento na Madeira e os 6,7% de crescimento na Região Norte.

Já na análise por tipologias de habitações, o valor mediano de avaliação bancária dos apartamentos foi 1698 euros/m2, tendo um aumento de 7,8% relativamente a julho de 2022. Os valores mais elevados foram observados no Algarve (2187 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (2048 euros/m2), tendo o Alentejo registado o valor mais baixo (1115 euros/m2). A Madeira apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (27,3%) e o Norte o menor (7,4%).

Comparando com o mês precedente, junho de 2023, o valor de avaliação subiu 0,4% para 1698 euros/m2, registando a Madeira o maior acréscimo (3,6%) e os Açores a única descida (-3,1%).

Já no caso dos apartamentos T2, o valor mediano da avaliação desceu 4 euros, para 1723 euros/m2, tendo os T3 subido 6 euros, para 1498 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 78,9% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise, refere o INE.

Quanto às moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi, em julho, de 1184 euros/m2, mais 4,9% do que em igual mês do ano anterior. O Algarve (2144 euros/m2) e a Área Metropolitana de Lisboa (2022 euros/m2) lideram com os valores mais elevados, tendo o Centro e o Alentejo registado os valores mais baixos (960 euros/m2 e 1026 euros/m2, respetivamente). O Alentejo apresentou o maior crescimento homólogo (12,6%). Não houve reduções do valor em nenhuma região.

Na comparação com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 0,9%. O Alentejo apresentou o crescimento mais elevado (2,0%), ocorrendo uma única descida, na Madeira (-0,2%). O valor mediano das moradias T2 e T3 subiu 9 euros em ambas, para 1159 euros/m2 e 1156 euros/m2 respetivamente, enquanto a tipologia T4 subiu 15 euros, para 1266 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,6% das avaliações de moradias no período em análise.

Sublinha o INE que, de acordo com o índice do valor mediano de avaliação bancária, em julho de 2023, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, a Madeira e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação 42,7%, 33,9%, 8,3% e 3,7% superiores à mediana do país.

Beira Baixa, Alto Alentejo e Alto Tâmega foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-47,5%, -47,3% e -46,6%).

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