Apoios ao ensino privado mantêm-se na Madeira

<p>O presidente do Governo Regional garantiu hoje, segunda-feira, que a política de José Sócrates para o ensino privado e cooperativo não será adoptada na Madeira dado que custaria 1.200 milhões de euros. </p>
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"A política em relação ao ensino privado que se faz aqui na Madeira é para continuar nos termos em que estamos, nós recusamos a política socialista. Podem falar nisso até ao fim dos seus dias que, enquanto eu for Governo, é assim e ponto final", garantiu.

Alberto João

O governante madeirense realçou ainda que a Constituição da República "fala de direito de Educação e não direito à educação pública" e que a Lei de Bases de Educação "atribui às famílias o direito à livre escolha entre alternativas públicas e particulares". "Portanto, tudo aquilo que está a ser feito é inconstitucional e é ilegal", acrescentou.

Para Alberto João

O presidente do Governo Regional enumerou ainda as consequências, na Madeira, caso adoptasse a política do Governo da República neste domínio: encerrariam 75 estabelecimentos particulares e cooperativos; afectaria 11.657 alunos (21,3 por cento dos estudantes da Região); teria implicações na vida de 1.756 pessoas, entre professores (912) e funcionários (844) e um custo de 1.200 milhões de euros.

"Feitas as contas, para aplicar esta política socialista na Madeira seriam necessários 1.200 milhões de euros o que é uma enorme irresponsabilidade por parte do PS que quer uma despesa destas na Madeira nesta altura só para fazer guerra ao ensino particular", declarou.

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