A posição foi transmitida na capital angolana pela ministra Victória de Barros Neto, durante um encontro com diretores provinciais do setor e representantes das associações de pescadores das províncias de Luanda, Cuanza Sul, Benguela e Namibe, para preparar a atividade pesqueira do de 2018.."Foi um assunto muito discutido, mas os próprios armadores reconhecem a bondade desta medida. Devido a esta medida estamos a conseguir recuperar um recurso que é extremamente importante na nossa pesca, como é o carapau", admitiu a ministra..Ainda assim, de acordo com Victória de Barros Neto, os últimos indicadores recolhidos pelo Instituto Nacional de Investigação Pesqueira de Angola apontam que "as biomassas de carapau recuperaram", em águas nacionais.."Queremos que esta tendência seja continuada, portanto vamos continuar" a manter os períodos de interdição da pesca "não só do carapau, mas também para outras espécies", apontou ainda..Tal como em anos anteriores, o Governo angolano voltou a instituir, para 2017, uma quota de importação de 90.000 toneladas de carapau, contingente que ficará isento do pagamento de direitos aduaneiros devido à escassez, medida que sofrerá este ano algumas alterações.."Esse contingente vai ser um pouco menor do que o do ano passado, precisamente porque vamos ter a possibilidade de mais alguma captura de carapau e vamos diminuir a importação", garantiu a ministra das Pescas, embora sem avançar com quantidades..Da parte dos armadores, a ministra ouviu preocupações que se centra sobretudo na falta de divisas para importar equipamentos e alertas para a pesca ilegal em alto-mar, nomeadamente através de arrastões estrangeiros..Em 2017, pelo quarto ano consecutivo, foi mantida a quantidade de carapau a importar com isenção de direitos aduaneiros, fixada em 90.000 toneladas, para contrapor o período de veda à pesca do carapau em Angola, face à necessidade de gestão dos recursos biológicos aquáticos..Sem esta quota, as importações de carapau seriam aplicadas as imposições fiscais decorrentes da Pauta Aduaneira, que fixa uma taxa de 30% de Imposto de Consumo para a espécie..Esta medida visa "suprir a escassez da oferta da espécie carapau decorrente da redução do período de pesca" e atendendo tratar-se de um pescado que "constitui um dos principais elementos do cardápio da população", lê-se no documento assinado pelo Presidente angolano..Por norma, segundo dados anteriores, estas quotas são utilizadas por mais de centena e meia de empresas, de vários países que exportam o carapau para Angola.