Parece uma história para crianças com final feliz, mas desta vez não é ficção: Ali Sonko, natural da Gâmbia e imigrante na Dinamarca há mais de 30 anos, trabalhava no Noma - que por quatro vezes foi considerado pela revista Restaurant o melhor restaurante do mundo - desde o dia da abertura, em 2003. Sempre trabalhou na cozinha, a lavar pratos. Mas foi agora promovido a sócio, tornando-se um dos donos do estabelecimento: passa a deter 10% do negócio..A inédita promoção de Sonko foi anunciada pelo proprietário e chef do Noma, René Redzepi, numa festa que assinalou esta semana o encerramento de restaurante: o Noma vai mudar-se do bairro de Christianshavn, em Copenhaga, para uma quinta urbana e reabrirá portas em dezembro de 2017..No Facebook, Redzepi escreveu mesmo que a decisão de promover o funcionário da cozinha e outros dois gerentes do restaurante a sócios foi "um dos momentos mais felizes no Noma"..Ali Sonko tem 62 anos e, segundo o The Guardian, emigrou para a Dinamarca há mais de três décadas. Na Gâmbia, era agricultor. À imprensa dinamarquesa, Sonko confessou não ter palavras para expressar a felicidade: "São os melhores colegas de trabalho e sou amigo de todos eles. Mostram-me um enorme respeito e, não importa o que eu diga ou faça, estão sempre lá para mim", frisou..Esta não é a primeira vez que o funcionário, agora sócio, faz notícia: em 2010, não pôde viajar para Londres com a equipa do Noma para receber pela primeira vez a distinção de melhor restaurante do mundo, devido a problemas com o visto. Perante a ausência de Sonko, os colegas usaram t-shirts com a cara estampada do gambiano quando receberam o prémio. Dois anos depois, o Noma voltou a ser considerado o melhor restaurante do mundo e, dessa vez, foi Sonko quem esteve na capital inglesa para fazer o discurso.