Os serviços secretos dos Estados Unidos reuniram informação segundo a qual no último verão, os serviços de inteligência da Rússia e altos cargos políticos daquele país debateram a forma como exercer influência sobre Donald Trump, que na altura era candidato à presidência americana, cujas eleições se realizaram em novembro..A revelação foi feita pelo jornal americano The New York Times, que citou fontes da espionagem americana, que intercetaram conversas em que altos responsáveis russos citavam os nomes de Paul Manafort, ex-chefe de campanha do presidente dos EUA, e Michael Flynn, general que assessorava Trump e que acabou por ser nomeado conselheiro para a Segurança Nacional..Na sequência das investigações sobre a eventual ingerência russa nas eleições americanas, estes dois homens da confiança de Trump tiveram de abandonar o círculo próximo do presidente americano..O mesmo jornal revela que alguns dos funcionários russos, entre espiões e políticos, gabavam-se de conhecer bem Flynn e alguns procuraram mesmo tirar proveito das suas ligações a Viktor Yanukovych, ex-presidente da Ucrânia pró-russo, para quem Manafort havia trabalhado, a troco de 12 milhões de euros. Aliás, esta relação levou mesmo à demissão de Manafort, em agosto, ou seja, três meses antes das eleições que elegeram Trump como presidente dos Estados Unidos..Estes foram, aliás, os factos que levaram os serviços de Inteligência dos Estados Unidos a passar as informações ao FBI, que abriu a sua própria investigação, que ainda se encontra a decorrer.