A luz, a sombra, o cinema e o homem atrás da câmara

João Abel Aboim, profissional da sétima arte e amador de fotografia, mostra os bastidores dos filmes a partir desta quarta-feira.
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Trabalhou num filme pela primeira vez aos 20 anos. A obra era O Recado, de José Fonseca e Costa, realizador que conhecia por ser amigo do pai, Arnaldo Aboim, cineclubista. "Se tiver de pensar porque queria trabalhar no cinema, acho que a razão é essa, ter visto muitos filmes e filmes bons com o meu pai", conta João Abel Aboim ao DN, três dias antes da abertura da exposição onde vai mostrar fotografias que foi tirando ao longo de quatro décadas nos plateaus do cinema português. Fotografar: a sua outra paixão. Nascida até antes de ter começado a fazer filmes, aos 16 anos, quando começou a disparar e a revelar em casa. "Até ampliações fazia".

A exposição, "O Elogio da Luz e da Sombra - A Imagem Cinematográfica", inaugura-se esta quarta, às 18.00, e o autor falará o seu trabalho e estes 50 instantes que vão estar nas paredes do centro de reuniões, piso 1 do Centro Cultural de Belém. As escolhidas são uma ínfima porção do que João, 65 anos, foi tirando ao longo dos anos.

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