Novos confrontos numa prisão brasileira fizeram 33 mortos, esta sexta-feira. Desta vez, o massacre foi em Roraima, na maior prisão do estado, dias depois de cerca de 60 presos terem morrido num massacre numa prisão de Manaus..Segundo o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, citado pelo jornal Estadão, e ao contrário do que se pensou inicialmente, o massacre não foi uma retaliação da fação criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra integrantes da Família do Norte (FDN), dois grupos que lutam pelo controlo das prisões brasileiras. Foi sim um ajuste de contas dentro do mesmo grupo, o PCC, uma vez que a prisão só tinha membros deste grupo. .Os confrontos começaram durante a madrugada, quando um grupo de presos deixou as celas e iniciou o massacre, deixando os corredores cheios de corpos. Numa manifestação de grande violência, a maioria das vítimas foi decapitada ou desmembrada, segundo avança o jornal Estadão..Agentes do Bope (as operações especiais da Polícia Militar) já estão no local para conter a situação..[artigo:5585060].Este é o terceiro maior massacre em prisões brasileiras, em número de vítimas, desde o de Carandiru, em 1992. A Penitenciária Agrícola de Boa Vista, na capital de Roraima tem 1200 presos, o dobro da capacidade..Segundo a Folha, nos seis primeiros dias de janeiro foram registadas 95 mortes em prisões brasileiras, um número que representa cerca de 25% do total de mortes registadas em todo o ano passado (372)..Os motins em prisões instalaram uma crise no sistema penitenciário brasileiro e o Governo federal teme que membros das três maiores organizações criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital , de São Paulo, Comando Vermelho, que controla o crime organizado no Rio de Janeiro, e a Família do Norte (FND), com atuação no norte e nordeste, iniciem uma série de motins em outras unidades prisionais brasileiras.