12 anos de prisão para escriturário que desviou 1,6 milhões de euros

Ex-funcionário da Conservatória do Registo Predial de Viseu confessou o crime na segunda sessão do julgamento
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Um antigo escriturário acusado de ter desviado cerca de 1,6 milhões de euros da Conservatória do Registo Predial de Viseu, crime que confessou, foi hoje condenado a 12 anos de prisão, avança o Jornal de Notícias.

Osvaldo Pires, que começou a ser julgado no final do ano passado, está acusado dos crimes de peculato, falsificação de documentos, falsidade informática e branqueamento de capitais.

Na segunda sessão do julgamento, o antigo escriturário confessou ter desviado os cerca de 1,6 milhões de euros da Conservatória do Registo Predial de Viseu entre abril de 2006 e junho de 2012, apesar de na altura não ter dificuldades económicas.

Osvaldo Pires está também acusado de, entre junho de 2002 e setembro de 2004, ter retirado 204.400 euros do Cartório Notarial onde trabalhou antes de ir para a Conservatória, isto porque, nos livros daquele serviço, o total da soma era inferior ao montante efetivamente recebido.

No entanto, o arguido negou que ele, ou alguém a seu mando, tivesse escrito o produto da soma errado nos livros, explicando que também duas colegas estavam responsáveis pela contabilidade do Cartório.

Justificou os montantes elevados (por exemplo, de nove mil euros) que nesse período quer ele, quer a mulher, Maria Helena Pires, depositaram nas suas contas com o negócio da venda de aves, atividade que nunca foi declarada às Finanças.

Essa tinha também sido a explicação dada na sessão anterior por Maria Helena Pires, separada judicialmente de Osvaldo Pires (apesar de viverem na mesma casa), que está acusada de branqueamento de capitais.

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