Uma mulher norte-americana do Alabama, com dois úteros, deu á luz dois bebés em dois dias diferentes. Cada uma das crianças estava num útero diferente. O primeiro nasceu no dia 19 de dezembro, o segundo a 20.."Nunca, mesmo em sonhos, poderíamos ter planeado uma gravidez e um parto como este. Mas trazer as nossas duas meninas saudáveis a este mundo em segurança foi sempre foi o objetivo", disse a mãe, Kelsey Hatcher. "Parece apropriado que tenham feito dois aniversários. Ambas tinham as suas próprias "casas" e agora as suas próprias histórias de nascimento", acrescentou..Kelsey soube que tinha um útero duplo, também conhecido como útero didelfo, aos 17 anos. Trata-se de uma condição muito rara, que existe apenas em 0,3% das mulheres em todo o mundo..Kelseuy descobriu que ia ser mãe de dois bebés quando fez a primeira ecografia. A obstetra de Kelsey, Shweta Patel, professora assistente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da UAB, não quis acreditar no que via até ter a certeza através de vários exames..Ter um bebê em cada útero, fenómeno conhecido como gravidez dicavitária, é bastante raro, estimando-se que aconteça em uma em cada milhão de mulheres.."Eu já tinha cuidado de Kelsey durante a sua terceira gravidez e sabia que ela tinha um útero duplo, mas era apenas um bebé. Dois bebés em dois úteros foram uma verdadeira surpresa médica", disse a médica..Além do útero, cada um dos bebés teve o seu próprio saco, placenta e cordão umbilical, dando um espaço maior do que uma gravidez típica de gémeos, explicou Richard O. Davis, professor da Divisão de Materno-Fetal da UAB..Cada bebé nasceu de maneira diferente: o primeiro foi de parto normal e o segundo de cesariana. A primeira menina a nascer foi Roxi, que estava no útero em que os primeiros trés filhos de Kelsey foram gerados. No segundo bebé, Rabel, a equipa médica optou por uma cesariana..A questão que se coloca agora é se são gémeas. Uma gravidez de gémeos implica que nasçam no mesmo útero durante a mesma gestação. Como Kelsey tinha um bebé em cada útero, foram gerados por dois óvulos fertilizados durante o mesmo ciclo de ovulação. "Acho que é seguro chamar as meninas de gémeas fraternas", disse a equipa médica. "No final de contas, eram dois bebés na mesma barriga ao mesmo tempo. Eles apenas tinham 'casas' diferentes".