APETRO: "Há concorrência, mas a rede é sobredimensionada"

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O secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), António Comprido, considera que há concorrência no setor dos combustíveis, mas realça que existem postos de abastecimento a mais.

"Grande parte dos postos são ainda de grandes marcas, mas temos já 800 postos de marca branca e 200 nos hipermercados e por isso diria que há abertura e concorrência. O mercado está relativamente bem populado por vários tipos de operadores", disse na sua intervenção numa conferência sobre petróleo e combustíveis organizada pelo Diário Económico e pela APETRO.

Contudo, António Comprido considera que há postos a mais. "Temos uma rede sobredimensionada e é por isso que o número médio de litros vendidos em cada posto está muito abaixo da média europeia. Temos um número de postos dos mais intensos da Europa, seja por habitante ou por litro vendido", disse.

Aliás, o secretário-geral da APETRO diz mesmo que "Portugal não é um país atractivo" para as petrolíferas e que a prova disso é que já houve mais empresas a operar no mercado que foram embora.

Para o CEO da Galp, Ferreira de Oliveira, essas empresas, como a Exxon Mobil, acabaram por sair de Portugal porque não conseguiam remunerar o capital investido.

O responsável da Apetro lembrou, por isso, que a criação de uma rede

de combustíveis low cost como o Governo quer desenvolver é "uma ideia

peregrina e desnecessária".

Contudo, o CEO da Galp, Ferreira de

Oliveira, está tranquilo. "A rede de combustíveis low cost nunca foi uma

preocupação para a Galp", disse, justificando que a empresa "cumpre com

as leis e com qualquer legislação que exista no País" e realçando ainda que a Galp "já tem hoje ofertas competitivas no mercado".

É por considerarem que há concorrência no mercado que ambos os especialistas concordam que os consumidores estão melhores com o atual sistema do que se os preços fosse tabulados. Aliás, António Comprido diz mesmo que "os preços praticados em Portugal são os preços justos".

O secretário-geral da APETRO reparou ainda que há concorrência no mercado da refinação, apesar do país ter apenas uma empresa refinadora. Diz ele que apaesar dessa realidade, existe capacidade de importação por parte dos outros operadores, mas que ssa capacidade nunca se esgota.

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