Há muito que um cigarro deixou de ser um acessório de moda, um dos protagonistas nas películas de Hollywood ou de um filme publicitário. A regulação apertou e afinou-se acompanhando o escrutínio da sociedade civil e das autoridade de saúde. Ainda assim, o negócio do tabaco está longe de estar ameaçado. Cresce todos os anos e reinventa-se com soluções como o tabaco aquecido, conhecido pela marca Iqos, da Philip Morris International (PMI), líder mundial..Comunicar sobre o tabaco é a difícil missão de Tommaso di Giovanni, vice-presidente internacional para a Comunicação da PMI. “Um dos desafios é informar quem fuma e quem usa produtos de nicotina sobre alternativas menos nocivas que existem hoje, produtos sem fumo, cigarro eletrónico, tabaco aquecido... E informar de uma forma em que, quem não fuma como os jovens, não o veja como um atrativo.” Na opinião do gestor, informar “permite acelerar uma mudança no sentido de que quem fuma passa a consumir produtos menos nocivos”..O “digital pode ajudar, mas só comunicamos em comunidade fechada”. Do ponto de vista da legislação, “vários países estão muito atrasados e ainda não se adaptaram às novas formas de tabaco. O que pode fazer a legislação? Pode rever a evidência científica para dar certezas aos consumidores de que o que se fala sobre o assunto é verificado, tal como a FDA está a fazer nos EUA. O outro passo seria comunicar os resultados aos consumidores, protegendo quem não fuma e os jovens. E, terceiro, criar uma comercialização que encoraje a mudança. Se os dois produtos são tratados da mesma maneira, a mensagem implícita que está a ser passada é de que são iguais. Um cigarro e um produto sem fumo não são iguais. O sem fumo é bem melhor do que um cigarro. Tudo isto tem de acompanhar a mudança e é isso que a lei pode fazer.”.A alteração não se faz sem investigação e ciência. Moira Gilchrist é a vice-presidente que responde por esta área e realça a importância do aval da FDA. “Este tipo de escrutínio por parte de reguladores como a FDA ajuda a aumentar a confiança do público e a confiança dos fumadores nestas melhores alternativas. Estou esperançosa de que iremos começar a ver ainda mais ciência disponível, que ajudará na tomada de decisão do fumador.”.Moira sabe que “há ceticismo em relação ao setor. Mas, se não podemos mudar a história, podemos mudar o caminho de futuro e só nesses produtos investimos seis mil milhões de dólares, desde 2008”. Tommaso di Giovanni avança que a aposta vai continuar e que ainda neste ano vão testar no mercado mais dois novos cigarros eletrónicos e que o preço tenderá a ser “democratizado”.