Paulinho e Trincão marcaram os dois primeiros golos do Sporting em Chaves.
Paulinho e Trincão marcaram os dois primeiros golos do Sporting em Chaves.PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

Líder Sporting manda para lá do Marão e vira Liga na frente

Numa partida em que ficou a dever a si própria uma goleada, a equipa de Amorim resolveu o destino dos três pontos em menos de uma hora perante o último classificado, com golos de Paulinho, Trincão e Pote.
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Três golos, três pontos e baliza a zeros. O Sporting vai virar a primeira volta da Liga na liderança, depois de se ter imposto na sempre complicada deslocação a Trás-os-Montes num jogo que dominou desde os minutos iniciais e no qual o resultado apenas pecou por escasso, tantas foram as oportunidades criadas, sobretudo no primeiro tempo. Só com golos portugueses, num jogo em que Gyökeres não esteve tão inspirado como é costume, o Chaves raramente complicou a vida aos leões e continuará na cauda da tabela.

Para a deslocação ao Estádio Municipal Eng. Manuel Branco Teixeira, Rúben Amorim não arriscou a presença no onze titular do capitão Coates nem de Marcus Edwards, que se juntaram às ausências esperadas de Diomande, Geny Catamo e Morita, todos nas respetivas seleções. Eduardo Quaresma foi assim titular na defesa, com Gonçalo Inácio na posição central e Matheus Reis descaído para a esquerda. Hjulmand regressou ao onze para fazer companhia a Pote no meio-campo (Bragança também começou no banco), e Paulinho e Trincão juntaram-se a Gyökeres no ataque. No lado flaviense, Moreno (igualmente limitado pelas competições internacionais, sem Bruno Langa e Guima) manteve um sistema com dois centrais, apesar de ter promovido a estreia de Vasco Fernandes (ex-Casa Pia) numa posição um pouco mais adiantada para dar experiência a um setor bastante permeável, que entrou em campo como a pior defesa da Liga (agora com 44 golos sofridos).

Num início de noite frio e muito chuvoso em Trás-os-Montes, no embate entre o último e o primeiro foram visíveis as dificuldades da bola rolar num relvado cada vez mais empapado e que foi piorando com a passagem do tempo. O Chaves até pareceu entrar melhor e mais adaptado, criando algumas dificuldades nos primeiros dez minutos, nos quais ganhou um canto que acabou com Steven Vitória a cabecear ao lado. Mas, depois do primeiro lance com cabeça, tronco e membros por parte dos leões, o jogo mudou completamente de direção e a equipa de Amorim ficou a dever a si própria uma mão cheia de golos. Aos 11 minutos, Gyökeres (de cabeça) e Esgaio (na recarga) permitiram a defesa de Hugo Souza; no minuto seguinte, o sueco acertou em Steven Vitória quando estava em posição central e Trincão desperdiçou a bola que ficou solta; aos 20, Pote tentou de longe com a bola a sair perto do poste e logo a seguir rematou em jeito para defesa fácil de Hugo Souza; e, aos 27, na mais flagrante oportunidade, um mau atraso de João Correia deixou Pote isolado, mas este, no mano a mano, acertou no guarda-redes flaviense.

E aparecem os golos

Ainda assim, o intervalo chegaria com justa vantagem do Sporting, que manteve a tendência de marcar em todos os jogos. Na sequência de um canto de Trincão, a bola ressaltou na mão de Vasco Fernandes e, depois de uma tentativa desesperada de corte de Steven Vitória, ficou à mercê de Paulinho, que em cima da baliza não perdoou, fazendo o 0-1 (43’).

Para o segundo tempo, Amorim lançou Coates (também pouco inspirado) para a vaga de Quaresma e não demorou muito até a vitória ficar assegurada. Depois de uma primeira tentativa (50’), Trincão acertou mesmo no alvo, com um remate de primeira indefensável depois de um cruzamento rasteiro de Nuno Santos (52’). E, quase a seguir, logo depois de Moreno fazer duas alterações no seu onze, Pote lá conseguiu entrar na lista de marcadores, com um dos seus habituais “passes à baliza”, que ainda beneficiou de um desvio na perna de um defesa (56’).

Com o marcador tão desnivelado, os dois técnicos foram aproveitando para gerir os seus jogadores mas o Sporting ainda podia ter alargado a vantagem, quer por Pedro Gonçalves (aplaudido pelos adeptos quando foi substituído), quer por Gyökeres mas Hugo Souza travou-lhes as intenções.

O resultado não sofreria, porém, mais alterações. Os pontos estavam entregues e ponto final.

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