Maduro antecipa Natal para o dia 1 de outubro
JUAN BARRETO / AFP

Maduro antecipa Natal para o dia 1 de outubro

"Estamos em setembro e já cheira a Natal", declarou o presidente venezuelano no momento em que anunciou a antecipação da quadra festiva para o dia 1 de outubro. "O Natal começa no dia 1 de outubro para todos e todas", afirmou.
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que vai antecipar as celebrações do Natal para o dia 1 de outubro, numa altura em que o país vive uma crise desencadeada pelas eleições de 28 de julho, nas quais foi proclamado vencedor, com a oposição a considerar as presidenciais fraudulentas.

"Estamos em setembro e já cheira a Natal. E é por isso que este ano, em homenagem a vocês, vou decretar a antecipação do Natal para o dia 1 de outubro", anunciou Maduro na segunda-feira, durante o seu programa de televisão, no qual também celebrou a "paz" instaurada no país após os "ataques criminosos" contra o seu governo.

"O Natal começa no dia 1 de outubro para todos e todas. Chegou o Natal com paz, felicidade e segurança", acrescentou.  

Esta não é a primeira vez que Maduro anticipa o Natal, lembra o site G1, da Globo. Já o tinha feito na altura da pandemia, em 2020, em que antecipou a quadra festiva para dia 15 de outubro.

Antes, em 2013, ano em que morreu Hugo Chávez, Maduro decretou o início das festividades do Natal para 1 de novembro. 

Protestos eclodiram na Venezuela contra a reeleição de Maduro, enquanto a oposição liderada por María Corina Machado e o seu candidato, Edmundo González Urrutia, denunciam fraude e reivindicam uma vitória com mais de 60% dos votos.

Os protestos fizeram 27 mortos, 192 feridos e mais de 2.400 pessoas foram detidas, incluindo mais de 100 menores. Maduro responsabilizou Machado e González Urrutia, de 75 anos, pelos distúrbios e pediu que ambos fossem presos.

Uma ordem de prisão contra González Urrutia foi, aliás, emitida na segunda-feira. O Ministério Público acusa-o de crimes relacionados com as eleições, incluindo "desobediência às leis" e "conspiração".

A investigação contra González Urrutia também se deve à divulgação de atas eleitorais em um site criado pela oposição, que diz que os documentos comprovam sua vitória nas presidenciais.

"Ninguém neste país está acima das leis, das instituições, como tem pretendido esse senhor escondido, o covarde Edmundo González Urrutia", disse Maduro no seu programa. "Não puderam, nem poderão!", "Nem hoje, nem nunca, nem jamais!", acrecentou.

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