Grupo é festivaleiro do MEO Kalorama e participa desde a primeira edição.
Grupo é festivaleiro do MEO Kalorama e participa desde a primeira edição.Carlos Pimentel

Público veio ouvir LCD Soundsytem ainda com críticas pelas filas do primeiro dia

Sexta-feira de movimentação tranquila no parque da Bela Vista, no segundo dia do Meo Kalorama. Quem veio ontem critica a organização, mas vê melhorias na comparação com o primeiro dia do festival.
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Em todo o festival de música há uma banda que traz a maior parte do público. Ontem foram os Massive Atack. Hoje, sexta, a maior parte dos entrevistados pelo DN veio assistir ao concerto dos LCD Soundystem, os cabeça de cartaz da noite.

Diante das críticas do primeiro dia - longas filas e alguma desorganização - quem veio esta sexta pela primeira vez já estava preparado. Filipa do Carmo, 25 anos e Clara Fonseca, 26 anos, acharam que "seria pior" depois do que leram ontem nas notícias e nas redes sociais.

As amigas chegaram pelas 17h ao Parque da Bela Vista e conseguiram lugar na primeira fila em frente ao palco principal, especialmente para assistir ao conceito dos Jungle. Frequentadoras assíduas de festivais, é a primeira vez que estão mo Meo Kalorama, evento que está na terceiro edição consecutiva. O facto de conseguirem chegar tranquilamente na primeira fila mostra que ou as pessoas hoje estão a chegar  mais tarde, ou que o público da primeira noite conseguiu atrair mais pessoas.

Filipa e Clara.
Foto: Carlos Pimentel

Pedro Medeiros, 30 anos, comprou o passe de três dias, mas com foco para ver LCD Soundsystem hoje e Massive Atack ontem. "Amanhã é um bónus", diz ao DN o brasileiro que mora em Lisboa há três anos. Na comparação com ontem, o festivaleiro pontua que está "menos confuso", mas que, ainda assim, a organização deixa a desejar, principalmente pelas longas filas. "Mas não é o pior festival que já fui", admite, elogiando a performance dos Massive Atack ontem.

Pedro Medeiros vai participar nas três noites do evento.
Foto: Carlos Pimentel

No palco San Miguel, um dos secundários do festival, um grupo de amigos ouvido pelo DN não poupou críticas ao festival. "Muita desorganização, poucas pessoas para dar conta das filas, que estavam enormes ontem", analisa Brunna Torrentino. Com o passe de três dias do evento, lamentou ontem ter perdido as duas primeiras músicas dos Massive Atack por causa das filas para entrar no recinto. Hoje chegou mais cedo para não perder Tje Postal Service - Death Cab for Cutie e trouxe até um disco para ser assinado pela banda, caso tenha a sorte de ver o seu pedido atendido. 

Miguel Antunes, namorado de Brunna, critica o sistema de pulseiras recarregáveis para pagamentos, que precisam ser exclusivamente por este procedimento. "Não faz sentido, não é assim em nenhum outro festival, vou pedir o livro de reclamações", adianta. Brunna destaca que, enquanto casal ou grupo de amigos, o sistema de pulseiras impossibilita que um fique na fila junto ao palco principal e outro vá buscar comida ou bebida.

Críticas à parte, a música, até agora, não desiludiu os amigos, que já são festivaleiros do Meo Kalorama, festival que surgiu para "queimar os últimos cartuchos" do verão. O evento continua neste sábado, com Burna Boy, Ana Moura, entre outros.

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