Duas bombas disparadas contra a casa de Netanyahu. Polícia prende três suspeitos

Duas bombas disparadas contra a casa de Netanyahu. Polícia prende três suspeitos

Na altura em que as bombas foram disparadas, durante a noite, o primeiro-ministro e a sua família não se encontravam na residência, não tendo havido feridos.
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A polícia israelita revelou este domingo ter detido três suspeitos, após terem sido disparadas duas bombas contra a residência privada do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na cidade costeira de Cesareia.
Segundo as autoridades, na altura em que as bombas foram disparadas, durante a noite, o primeiro-ministro e a sua família não se encontravam na residência, não tendo havido feridos.
A polícia não forneceu detalhes sobre os suspeitos, mas as autoridades apontaram para críticos políticos internos de Netanyahu.
O Presidente israelita, Isaac Herzog, condenou o incidente e advertiu contra "uma escalada de violência na esfera pública".
Também o ministro da Defesa,  Israel Katza, revelou que o incidente ultrapassou “todas as linhas vermelhas”. “Não é possível que o primeiro-ministro de Israel, que é ameaçado pelo Irão e pelos seus representantes que tentam assassiná-lo, esteja sujeito às mesmas ameaças a partir de casa”, disse Katz.
Netanyahu tem enfrentado meses de protestos em massa sobre a forma como lidou com a crise dos reféns desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que deu origem à ofensiva israelita em curso na Faixa de Gaza.

Os críticos culpam Netanyahu pelas falhas na segurança e nos serviços secretos que permitiram o ataque e por não ter chegado a acordo com o Hamas para libertar dezenas de reféns ainda detidos em Gaza.

Não foi a primeira vez o PM israelita foi alvo de um ataque do género. Em outubro, o movimento xiita libanês pró-iraniano Hezbollah reivindicou esta o ataque com drones perpetrado dias antes contra a residência privada do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em Cesareia, no centro de Israel.

"Anunciamos a nossa total e única responsabilidade pela operação Cesareia (...) que teve como alvo o criminoso de guerra Netanyahu", disse na altura Mohammad Afif, chefe do departamento de relações com os 'media' do movimento xiita libanês, durante uma conferência de imprensa.

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