Premium Os filmes onde a casa tem o papel principal

Eis uma história possível: percorrer a evolução do cinema através do modo como foram filmadas as casas do nosso viver em comum. De Chaplin a Kubrick, passando por Manoel de Oliveira, podemos fazer surpreendentes (re)descobertas.

A arte do diálogo cinematográfico confunde-se, por vezes, com uma contenção que se aproxima do silêncio. No clássico E.T., o Extraterrestre (1982), Steven Spielberg filma a despedida de Elliott e do seu amigo de outra galáxia através de uma austera troca de palavras. À beira da sua nave pronta a partir, diz o E.T.: "Vem." Ao que Elliott responde: "Fica." Que acontece neste minimalismo?

A comoção do adeus envolve tudo aquilo que os distingue: não moram na mesma casa. A história dos filmes pode ser contada também através das muitas histórias das nossas casas, dos lugares a que pertencemos ou queremos pertencer - do abrigo do vagabundo em O Garoto de Charlot (1921), de Charlie Chaplin, até ao artifício cénico de Dogville (2003), de Lars von Trier, passando pelo apartamento de De Olhos Bem Fechados (1999), decorado por Stanley Kubrick com pinturas de sua mulher, Christiane.

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