Premium Profissões onde poucas mulheres entram

Com o tempo e a evolução da sociedade, a situação vai-se alterando, mas ainda existem profissões em que há poucas mulheres, sobretudo em lugares de destaque. Olhámos para algumas e ouvimos pessoas sobre o assunto

Num protesto recente, muito televisionado, dezenas de mulheres taxistas caminharam na rua de mãos dadas. Olhando as imagens, é de perguntar, baseando-nos num depoimento encontrado numa reportagem publicada neste jornal (assinada por Fernanda Câncio), se algumas delas ouviram de algum colega um pedido jocoso, de mau gosto, para ir coser meias.

Continua a haver profissões nas quais as mulheres pouco entram. Esta, de taxista, é uma delas. Mas há, sabemos, mais, de ramos muito diferentes. Como a matemática. Pensemos que só em 2014 houve uma mulher (Maryam Mirzakhani) a receber, pela primeira vez, a Medalha Fields, o mais significativo prémio na matemática. Há no caso duas histórias. Uma é a circunstância apontada. Outra é o facto de a mulher que conquistou o galardão ser natural de um país que não associamos à igualdade entre mulheres e homens: o Irão.

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Ricardo Paes Mamede

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Há dias a agência de notação Standard & Poor's (S&P) subiu o rating de Portugal, levando os juros sobre a dívida pública para os níveis mais baixos de sempre. No mesmo dia, o ministro das Finanças realçava o impacto que as melhorias do rating da República têm vindo a ter nas contas públicas nacionais. A reacção rápida de Centeno teve o propósito óbvio de associar a subida do rating e a descida dos juros às opções de finanças públicas do seu governo. Será justo fazê-lo?