Premium Lobisomens, cortes de cabelo, menstruação e outros mitos de Lua cheia

Nasceram na noite dos tempos, fruto das inquietações humanas perante a luz irreal das noites de Lua cheia. Que afeta o sono, influencia a menstruação nas mulheres, e faz nascer mais bebés, diz o povo. Mas a ciência mostra que não é assim.

Irreais mas poderosos. São assim os mitos que perduram no imaginário coletivo. Talvez porque a sua origem se perde na noite dos tempos, ganhando força nessa natureza ancestral. Talvez porque a mente humana, fascinada pelos mistérios da vida e do universo, e mais tudo o que não compreende, rapidamente adere às explicações mais fáceis, que sossegam inquietações profundas. Talvez, também, porque eles contêm a força identitária da comunidade, que une e ampara. Ou por tudo isto, e algo mais que desconheçamos ainda. São assim os mitos, e são assim também os mitos associados à Lua: poderosos, tal como ela, no céu noturno, com as suas fases, da Lua cheia à Lua nova, num ciclo que se repete a cada 29 dias, ora crescendo ora minguando, espalhando a sua aura de mistério e a sua luz espectral, que espanta e maravilha os seres humanos desde tempos imemoriais.

Até à universalização da luz elétrica, há menos de um século, era a sua luz fantasmagórica que em certas noites, mês após mês, dominava a escuridão noturna. Cenários e gente, ganhando contornos irreais, e muitas vezes assustadores, ao luar, foram a matéria fértil para a criação de histórias - outra particularidade muito humana, as histórias que contamos a nós próprios, e entre nós -, de lobisomens e de seres das trevas, que ganham vida em noites de Lua cheia para amaldiçoar, perseguir e sugar o sangue aos pobres humanos desprotegidos.

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