Druidas de Stonehenge estão em greve

Estes "profissionais" estão contra a venda de álcool no local histórico e a colocação de parquímetros na zona
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Dizem-se druidas mas não deixam de utilizar as formas de luta laboral dos nossos tempos. Os homens e mulheres que ganham a vida como líderes pagãos em Stonehenge, no Reino Unido, estão de greve e ontem, Dia do Trabalhador, até fizeram uma manifestação contra as suas atuais condições de trabalho.

Em causa, segundo a imprensa internacional, está o facto de haver venda de bebidas alcoólicas na zona do monumento pré-histórico, o que está a fazer aumentar o número de visitantes embriagados. Também estão em luta contra a criação de zonas de estacionamento pago.

A manifestação de ontem chegou mesmo a impedir o acesso a Stonehenge de um minibus com turistas que tentava chegar ao famoso local.

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"Não queremos pagar para rezar em Stonehenge, o nosso templo", disse aos media locais o líder do grupo, vestido de rei Artur. "Muitos de nós vivemos em Salisbury [cidade próxima do local pré-histórico] e vimos cá todos os dias", acrescentou.

Local de culto milenar, Stonehenge foi construído entre 2800 e 1100 Antes de Cristo. Hoje, além de ser uma das maiores atrações turísticas de Wiltshire, onde se situa, continua a ser procurado por quem mantém rituais pagãos de culto da natureza, em especial a 21 de junho, dia do solstício de verão.

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