O socialista João Galamba respondeu às críticas de Paulo Rangel, feitas esta manhã na Universidade de Verão do PSD, dizendo que o eurodeputado "mente descaradamente" sobre os cortes e que está a instrumentalizar a tragédia de Pedrógão Grande: "É indigno o que Paulo Rangel fez, devia ter vergonha e o PSD devia ter vergonha por insistir reiteradamente neste discurso.".Numa conferência de imprensa marcada para reagir às declarações de Rangel, que acusou o governo de fazer "cortes brutais" que já custaram vidas, nomeadamente nos incêndios de Pedrógão Grande, o deputado socialista disse que o "desespero não justifica tudo"..[artigo:8742029]."Aquilo que Paulo Rangel diz é grave por duas razões: a primeira é que é pura e simplesmente mentira o que diz porque não houve qualquer corte, muito menos um corte brutal, na saúde, na educação ou na proteção civil", acusou o porta-voz do PS, garantindo que "os orçamentos nessas áreas cresceram todos", dados que "são públicos e facilmente comprováveis"..Por outro, "a tentativa de instrumentalização da tragédia de Pedrógão Grande para ganhos políticos" é, na opinião do socialista, "uma atitude indigna que resulta do desespero político em que o PSD se encontra". "Ficamos hoje a saber que a Universidade de Verão do PSD se está a especializar em lecionar factos alternativos e indignidade política e escolheu um bom representante para isso porque Paulo Rangel, em indignidade, já nos tem dado vários exemplos no passado e voltou a dá-los hoje", condenou..De acordo com João Galamba, "os únicos cortes radicais nessas áreas foram feitos durante o Governo PSD/CDS que Paulo Rangel apoiou entusiasticamente"..Na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, o social-democrata Paulo Rangel disse que António Costa "está a desmantelar o Estado Social" porque "dá com uma mão e tira com a outra", ao aumentar "dez euros" nas pensões, mas cortando em "serviços essenciais" como na saúde, educação e na proteção civil.."O que lamento é que, para cumprirmos as metas europeias e criar a tal ilusão do Estado salarial, tenhamos criado condições de deterioração, de degradação dos nossos serviços públicos essenciais que já causaram vítimas e não foram poucas, é isto que eu lamento", disse Paulo Rangel esta manhã, numa referência implícita às vítimas mortais (pelo menos 64) dos incêndios que começaram em Pedrógão Grande.