Suspeito de atacar mercado de Berlim libertado. Estado Islâmico reivindica ataque

Naved B., um cidadão paquistanês e requerente de asilo, de 23 anos, negou sempre ter estado envolvido no ataque
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A polícia alemã libertou o cidadão paquistanês detido após o ataque ao mercado de Natal em Berlim, por considerar que as provas contra o jovem são insuficientes. Doze pessoas morreram quando um homem conduziu um camião contra um mercado na Breitscheidplatz, na segunda-feira à noite.

Naved B., um requerente de asilo de 23 anos, foi detido pouco depois, mas já hoje Klaus Kandt, o chefe da polícia de Berlim, disse que não tinha sido possível confirmar se o suspeito detido era efetivamente o responsável pelo ataque. As autoridades reconheceram ainda que o verdadeiro autor do atentado poderá estar a monte e armado.

Segundo as autoridades, testemunhas conseguiram seguir o condutor do camião durante alguns instantes, mas perderam-no de vista pouco depois. O suspeito correspondia às descrições, mas os investigadores não conseguiram provar que é a mesma pessoa. E, de acordo com a lei alemã, os procuradores têm até ao final do dia seguinte à detenção para pedir um mandado de detenção formal para manter o suspeito sob custódia.

Naved B. negou sempre estar envolvido no ataque. O jovem entrou na Alemanha a 31 de dezembro de 2015 e chegou à cidade no passado mês de fevereiro. Foi detido após ter sido seguido por um civil, que o denunciou às autoridades.

O procurador-geral alemão Peter Frank explicou que as autoridades estão a trabalhar assumindo que se tratou de um atentado, mas que na ausência de reivindicação não é possível "dizer algo de definitivo". E acrescentou que a investigação prossegue, que há vídeos do momento a ser analisados e que a autópsia ao corpo do cidadão polaco encontrado na cabina do camião está a decorrer - seria ele o condutor habitual do veículo, alegadamente assassinado pelo terrorista que o neutralizou para desviar o camião e concretizar o ataque.

Segundo o procurador-geral, o facto de o ataque ter acontecido num mercado de Natal é "simbólico": o estilo e o alvo do atentado fazem crer numa eventual ligação ao radicalismo islâmico, mas nada está provado até ao momento.

Estado Islâmico reivindicou ataque

Já ao fim da tarde, o grupo denominado Estado Islâmico (EI) veio reivindicar o ataque. Através da sua suposta agência noticiosa Amaq, a organização terrorista publicou nas redes sociais um texto em que se afirma que o atentado foi cometido por "um soldado" que correspndeu assim aos "apelos para retaliar contra nacionais dos países da coligação" que lutam contra o EI.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maiziere, reagiu a esta reivindicação pouco depois, afirmando que as investigações prossegue e seguem "várias vias".

Não descartando a possibilidade de o EI estar de facto por trás do ataque em Berlim, este responsável afirmou que "há várias pistas que os investigadores estão a seguir" e prometeu que "ninguém irá parar até que o autor ou autores deste crime sejam apanhados".

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