O antigo assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Mike Flynn, que se demitiu do cargo face à polémica dos contactos com a Rússia, está disposto a testemunhar desde que, em troca, ganhe imunidade..A notícia foi avançada pelo The Wall Street Journal. De acordo com o diário, a exigência de Flynn foi comunicada pelo advogado do antigo assessor ao FBI, ao Senado e à Câmara dos Representantes, que estão a investigar alegadas interferências da Rússia na campanha presidencial nos Estados Unidos que resultou na vitória de Donald Trump..[twitter:847700785064366085]."O general Flynn tem certamente uma história para contar e quer contá-la, assim as circunstâncias o permitam", veio ontem dizer em comunicado Robert Kelner, conselheiro de Flynn. No mesmo documento, Kelner afirma que nenhuma pessoa razoável aceitaria submeter-se a este tipo de interrogatório num ambiente de caça às bruxas sem garantias contra acusações injustas". Declarações que parecem confirmar o pedido de garantias para um futuro testemunho. Apesar disso, o porta-voz do republicano que preside à comissão que está a investigar o assunto, Devin Nunes, citado pelo The Guardian, já veio dizer que não foi recebida, até agora, qualquer proposta, versão corroborada pelos Democratas..Mike Flynn demitiu-se em fevereiro, depois de ter sido divulgado que manteve conversas com o embaixador russo nos Estados Unidos, Sergei Kislyak, sobre o alívio de sanções à Rússia, ainda antes da tomada de posse de Donald Trump, uma situação que omitiu ao vice-presidente Mike Pence.