Donald Trump não quer 'briefings' diários da CIA

Republicano só pretende ser informado de factos relevantes e de situações "fluidas".
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O presidente eleito Donald Trump afirmou este domingo não estar interessado em receber os briefings diários da comunidade dos serviços de informações dos Estados Unidos, que incluem, além da CIA, o FBI, a Agência de Segurança Nacional e a Agência de Informações de Defesa. Afirmou-o este domingo numa entrevista à Fox News, sugerindo que estes briefings, apresentados ao início de cada manhã pelo diretor nacional dos serviços de informações, são repetitivos e entediantes.

Para Trump, é suficiente a opinião daqueles que estão à sua volta e são especialistas na matéria. O republicano, enquanto presidente eleito, começou a receber os briefings a seguir à sua eleição e já surgiram notícias afirmando que Trump se tem esquivado a muitos deles. Os briefings são então dados ao vice-presidente eleito Mike Pence. No final de novembro, vários media anunciavam que, desde a eleição de dia 4, o novo presidente só estivera presente em duas reuniões desta natureza.

Trump explicou as razões do seu desinteresse, dizendo que, às vezes, de dia para dia são praticamente idênticos. Mas não deixou de acrescentar que pede sempre para ser avisado caso se verifiquem novos desenvolvimentos.

"Sou uma pessoa inteligente. Não tenho de ouvir a mesma coisa dita nas mesmas palavras em todos os dias dos próximos oito anos (...) - oito anos! Não preciso disso", declarou dando a entender que seria uma perda de tempo. Considerou, sim, relevante a realização dos briefings em situações "altamente fluidas".

O presidente republicano revelou que os secretários da Defesa e da Segurança Interna, os generais na reserva James Mattis e John Kelly, estão a ser informados de forma regular. Assim como o vice-presidente, que Trump designou como uma das suas "melhores escolhas" para a sua Administração.

As declarações de Trump surgem num momento em que uma investigação das agências de informações determinou que a Rússia procurou interferir nas eleições presidenciais americanas, ao piratear os servidores dos partidos democrata e republicano. Algumas das informações obtidas foram passadas depois à WikiLeaks.

Na entrevista à Fox News, considerou "ridículas" as notícias surgidas sobre aquele cenário e responsabilizou os democratas que estariam à procura de formas para invalidar ou manchar a sua vitória perante a rival Hillary Clinton.

Ainda a propósito de uma maior influência russa nos EUA, que está a ser comentada desde que Trump anunciou a intenção de nomear Rex Tillerson, o presidente executivo da petrolífera Exxon Mobil, considerado muito próximo de Moscovo, o republicano desvalorizou esses comentários.

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