"Bem-vindos ao inferno. Polícias e bombeiros não são pagos. Quem vier ao Rio não está seguro". Esta a mensagem escrita numa faixa negra que um grupo de polícias civis e bombeiros levaram até ao aeroporto internacional António Carlos Jobim, no Rio de janeiro, para mostrar aos turistas que chegaram na segunda-feira..Os agentes da polícia, que à tarde fizeram uma paralisação de oito horas e um protesto frente à sede da corporação, estão em protesto contra a precariedade das condições de trabalho, devido aos cortes orçamentais, e o parcelamento dos salários..[twitter:747451784482918400].Segundo é relatado no site G1, os cortes orçamentais afetam os serviços no dia-a-dia (limpeza e higiene ou combustíveis), mas também nos prestados aos detidos..Numa carta aberta à população, a polícia justifica o protesto com o "sucateamento galopante das condições de trabalho", explicando que falta água, papel, impressora e faxina (limpeza) e realçando que "o sistema de inteligência e o banco de dados estão seriamente ameaçados"..A chefia de Polícia Civil afirmou em comunicado que a mobilização dos agentes é justa "em razão das dificuldades enfrentadas por esses importantes operadores de segurança pública"..Numa outra mensagem colocada junto ao aeroporto (desconhece-se a sua autoria, pode ler-se "Bem-vindos. Não temos hospitais"..[twitter:747948381327269889].O Rio de Janeiro vai receber os Jogos Olímpicos, entre 5 e 21 de agosto..A pouco mais de um mês para o arranque, o governador interino do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles avisou que "se alguns passos não forem tomados, [o evento] pode ser um grande fracasso.".[artigo:52543379].A segurança, os transportes e a saúde pública são os três principais dilemas em discussão, no advento do encontro desportivo.