Segundo a avaliação hoje divulgada, em Estrasburgo (onde o colégio de comissário se reúne quando há sessão plenária do Parlamento Europeu), Portugal é um dos países, a par da Bulgária, Croácia, França e Itália, em que foram identificados "desequilíbrios excessivos"..Consequentemente, "o resultado das avaliações aprofundadas serão tidos em conta nos próximos passos" no âmbito do Semestre Europeu, ficando Portugal sujeito a "monitorização específica, adaptada ao grau e natureza dos desequilíbrios"..A monitorização específica, adianta a Comissão Europeia, implica que haja missões técnicas nos países identificados, cujas avaliações são transmitidas ao Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (UE) e só depois tornadas públicas..Durante este mês e em abril, Bruxelas irá manter encontros bilaterais com os Estados-membros para debater os respetivos relatórios nacionais..Em abril, os Estados membros deverão apresentar os respetivos programas nacionais de reformas e também os de estabilidade..A Comissão já anunciou que a partir deste ano passará a haver apenas quatro categorias de desequilíbrios macroeconómicos (antes os Estados-membros eram divididos em seis categorias): nenhuns desequilíbrios, desequilíbrios, desequilíbrios excessivos e desequilíbrios excessivos com ação corretiva..Governo acredita que pode superar desafios.O Governo reconheceu hoje que "o país tem desafios a enfrentar" e reiterou o empenho em superá-los, reagindo desta forma à Comissão Europeia, que considerou hoje que Portugal tem desequilíbrios macroeconómicos excessivos.."O país tem desafios a enfrentar e vamos continuar a concentrar os nossos esforços para superá-los", disse hoje à Lusa fonte oficial do Ministério das Finanças, depois de Bruxelas ter avaliado os desequilíbrios macroeconómicos de Portugal como "excessivos", o que implica que haverá uma "monitorização específica do país", no âmbito do Semestre Europeu..Bruxelas mantém Portugal sob vigilância reforçada e exige "reformas".O comissário do Euro, Valdis Dombrovskis considera "crucial" que o governo implemente reformas, apesar dos "custos políticos", uma vez que se trata do "único caminho" para corrigir os desequilíbrios macroeconómicos detetados na economia portuguesa. O país vai continuar sujeito a vigilância reforçada..[artigo:5067304]