Verride: um oásis silencioso em pleno centro de Lisboa

Verride: um oásis silencioso em pleno centro de Lisboa

Com vistas 360º sobre a capital portuguesa, o hotel chega a 2026 sob gestão do Valverde e a mesma aposta em marcas de qualidade
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Ergue-se, como desde 1757, silencioso e imponente no centro de um dos mais icónicos miradouros de Lisboa: o de Santa Catarina. Depois de ter sido casa de poetas e de condes – como o Conde de Verride, que lhe deu nome – passou ainda pelas mãos da Caixa Geral de Depósitos até que foi adquirido por Kees Eijrond. O antigo diretor da companhia de dança belga Rosas mudou-se para Lisboa, e depois de comprar a sua casa, paredes meias com o agora hotel, conseguiu em 2010 adquirir o histórico edifício e outros que faziam parte da propriedade original.

Atualmente, e quase a celebrar uma década desde que abriu ao público, a unidade hoteleira iniciou também uma nova fase: passou a integrar o portefólio do grupo Valverde – que gere o Palácio de Seteais, e tem ainda o Valverde Santar e o Valverde da Avenida de Liberdade –, e que assegura desde o final de 2025 a gestão deste boutique hotel, distinguido em 2018 com o Prémio Valmor de Melhor Reabilitação Turística.

À entrada, a imponente escadaria em pedra leva os visitantes até um hall que tem, ao centro, a enorme escada em caracol que liga todo o edifício. Ao todo são sete andares, pelos quais se espalham zonas de lazer, salas comuns, dois restaurantes, um terraço com vista 360º sobre Lisboa e inúmeras peças de arte que vão colorindo corredores, paredes e recantos.

Duas vezes por semana, pelo menos, Kees Eijrond entra pelas portas do hotel para tomar conta dos arranjos de flores frescas que decoram mesas, aparadores e balcões nos vários espaços. É algo que gosta de fazer desde que era jovem, e uma forma de manter uma espécie de ambiente caseiro num hotel no coração de Lisboa.

Átrio do Palácio Verride
Átrio do Palácio Verride

São também escolhas suas as peças que adornam o espaço, muitas delas adquiridas a artistas que ficaram hospedados no Verride. As suítes e quartos distribuem-se pelos vários andares e pelos dois edifícios – cuja ligação só se vê das traseiras. Um mais moderno foi acrescentado ao palácio original, e é casa de quartos com vista para o histórico bairro da Bica.

O Verride integrou, ainda, no ano passado, a seleção internacional da Virtuoso, uma exclusiva rede global especializada em viagens e hotelaria de luxo. Não é, por isso, de estranhar que os têxteis escolhidos para os quartos e suítes venham todos de Viseu, das fábricas da Abyss&Habidecor, a marca nacional fundada por Celso de Lemos há praticamente 50 anos, e considerada uma das melhores do mundo na sua indústria. Nas mesas dos restaurantes, a escolha recai sobre os produtos de linho da também portuguesa Trapo Épico.

Abyss&Habidecor é a marca nacional escolhida para os têxteis de quarto e casa-de-banho do hotel
Abyss&Habidecor é a marca nacional escolhida para os têxteis de quarto e casa-de-banho do hotel

Com apenas 17 quartos, duas suítes e um apartamento, o Verride tem ainda dois restaurantes abertos ao público, nos qual hóspedes e transeuntes se podem cruzar: o The Lisbon Bar 55, com comida portuguesa mais tradicional e o Suba, o restaurante de fine dining que consta há anos do Guia Michelin, e que foi o grande chamariz daquele espaço desde a abertura. Conta também com serviços de spa e piscina exterior com vista sobre o rio Tejo e a ponte 25 de Abril.

Com alterações mais ou menos profundas ao longo destes anos, o Verride tem-se afirmado como um dos mais exclusivos espaços da capital, onde a História, a Arte e a qualidade do serviço têm sido pontos de honra para o proprietário, o holandês que trocou Amesterdão por Lisboa há mais de 15 anos.

Resta perceber se tudo isto se vai manter, sob a alçada do grupo Valverde – que apresentará um rebranding no próximo mês de fevereiro. O Valverde, que nasceu em 2014 pela mão de Pedro Mendes Leal – criado do Bairro Alto Hotel, do qual sairia anos mais tarde – juntou-se, entretanto, ao Estoril Living, de Luiz Godinho Lopes, que detém marcas como o Intercontinental ou o Residence Inn da Marriott.São também escolhas suas as pelas que adornam o espaço, muitas delas adquiridas a artistas que ficaram hospedados no Verride. As suítes e quartos distribuem-se pelos vários andares e pelos dois edifícios – cuja ligação só se vê das traseiras. Um mais moderno foi acrescentado ao palácio original, e é casa de quartos com vista para o histórico bairro da Bica.

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