Ergue-se, como desde 1757, silencioso e imponente no centro de um dos mais icónicos miradouros de Lisboa: o de Santa Catarina. Depois de ter sido casa de poetas e de condes – como o Conde de Verride, que lhe deu nome – passou ainda pelas mãos da Caixa Geral de Depósitos até que foi adquirido por Kees Eijrond. O antigo diretor da companhia de dança belga Rosas mudou-se para Lisboa, e depois de comprar a sua casa, paredes meias com o agora hotel, conseguiu em 2010 adquirir o histórico edifício e outros que faziam parte da propriedade original.Atualmente, e quase a celebrar uma década desde que abriu ao público, a unidade hoteleira iniciou também uma nova fase: passou a integrar o portefólio do grupo Valverde – que gere o Palácio de Seteais, e tem ainda o Valverde Santar e o Valverde da Avenida de Liberdade –, e que assegura desde o final de 2025 a gestão deste boutique hotel, distinguido em 2018 com o Prémio Valmor de Melhor Reabilitação Turística.À entrada, a imponente escadaria em pedra leva os visitantes até um hall que tem, ao centro, a enorme escada em caracol que liga todo o edifício. Ao todo são sete andares, pelos quais se espalham zonas de lazer, salas comuns, dois restaurantes, um terraço com vista 360º sobre Lisboa e inúmeras peças de arte que vão colorindo corredores, paredes e recantos.Duas vezes por semana, pelo menos, Kees Eijrond entra pelas portas do hotel para tomar conta dos arranjos de flores frescas que decoram mesas, aparadores e balcões nos vários espaços. É algo que gosta de fazer desde que era jovem, e uma forma de manter uma espécie de ambiente caseiro num hotel no coração de Lisboa. .São também escolhas suas as peças que adornam o espaço, muitas delas adquiridas a artistas que ficaram hospedados no Verride. As suítes e quartos distribuem-se pelos vários andares e pelos dois edifícios – cuja ligação só se vê das traseiras. Um mais moderno foi acrescentado ao palácio original, e é casa de quartos com vista para o histórico bairro da Bica.O Verride integrou, ainda, no ano passado, a seleção internacional da Virtuoso, uma exclusiva rede global especializada em viagens e hotelaria de luxo. Não é, por isso, de estranhar que os têxteis escolhidos para os quartos e suítes venham todos de Viseu, das fábricas da Abyss&Habidecor, a marca nacional fundada por Celso de Lemos há praticamente 50 anos, e considerada uma das melhores do mundo na sua indústria. Nas mesas dos restaurantes, a escolha recai sobre os produtos de linho da também portuguesa Trapo Épico. .Com apenas 17 quartos, duas suítes e um apartamento, o Verride tem ainda dois restaurantes abertos ao público, nos qual hóspedes e transeuntes se podem cruzar: o The Lisbon Bar 55, com comida portuguesa mais tradicional e o Suba, o restaurante de fine dining que consta há anos do Guia Michelin, e que foi o grande chamariz daquele espaço desde a abertura. Conta também com serviços de spa e piscina exterior com vista sobre o rio Tejo e a ponte 25 de Abril.Com alterações mais ou menos profundas ao longo destes anos, o Verride tem-se afirmado como um dos mais exclusivos espaços da capital, onde a História, a Arte e a qualidade do serviço têm sido pontos de honra para o proprietário, o holandês que trocou Amesterdão por Lisboa há mais de 15 anos.Resta perceber se tudo isto se vai manter, sob a alçada do grupo Valverde – que apresentará um rebranding no próximo mês de fevereiro. O Valverde, que nasceu em 2014 pela mão de Pedro Mendes Leal – criado do Bairro Alto Hotel, do qual sairia anos mais tarde – juntou-se, entretanto, ao Estoril Living, de Luiz Godinho Lopes, que detém marcas como o Intercontinental ou o Residence Inn da Marriott.São também escolhas suas as pelas que adornam o espaço, muitas delas adquiridas a artistas que ficaram hospedados no Verride. As suítes e quartos distribuem-se pelos vários andares e pelos dois edifícios – cuja ligação só se vê das traseiras. Um mais moderno foi acrescentado ao palácio original, e é casa de quartos com vista para o histórico bairro da Bica.