Uma década de I Love Baile Funk com Jovem Dionísio no Coliseu

Acorda, Pedrinho será um dos momentos altos numa noite que não se fez para dormir. A festa do funk mais conhecida no país faz dez anos e vira o ano com muitas surpresas.

Três, dois um... rebenta a bolha e cai uma chuva de confetti sobre os que se juntam no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, para brindar à chegada do novo ano. Quando 2022 entrou, as restrições da pandemia deitaram um balde de água fria sobre quem contava juntar-se e celebrar o Resolution Revolution, que acabou cancelado por razões sanitárias. Agora, quando entrarmos em 2023, haverá muito mais razões para festejar, nesta estreia do I Love Baile Funk (ILBF) no Coliseu, em noite de passagem de ano.

A garantia é deixada pelo radialista, DJ, músico e criador do conceito, André Henriques, que vai juntar à noite de passagem de ano a celebração de uma década de sucesso do seu I Love Baile Funk, uma marca que tem feito fãs pela noite de todo o país e crescido entre brindes e confetti, até somar um programa de rádio na Cidadefm, artistas lançados e até temas originais como Sextou, com os Na Maka e Favela La Croix (2019), e Animais (ILBF, No Maka, Favela La Croix), estreada já neste ano.

Para dia 31 de dezembro, porque a noite pede mais diversão, a equipa ILBF quis planear um fim de ano ainda mais especial. E a uma lista que é sinónimo de animação garantida - Supa Squad, DJ Fresh P e DJ Big, entre outros - juntou um ingrediente de luxo: os Jovem Dionísio, "banda que admiramos muito e que vem aqui trazer um pouco do espírito indy pop", conta ao DN André Henriques.

A atuação ao vivo da banda de Curitiba que pôs Portugal a cantar Acorda, Pedrinho e Pontos de Exclamação vai ser o momento alto de uma festa de réveillon com dois dancefloors, dividindo o espaço do Coliseu dos Recreios entre a Arena I Love Baile Funk - pista principal no centro da sala de espetáculos - e o Friendzone Heartbreak Club, que ganha vida no foyer. "A friend zone é o conceito social por excelência de Lisboa neste momento e vai migrar das sextas no MOME para esta noite de passagem de ano", revela ainda o promotor da festa.

Uma década a pôr-nos a dançar

Com os bilhetes para a noite no Coliseu dos Recreios já à venda (a partir de 44 euros) e muitas surpresas ainda por revelar, André Henriques desvenda o que podem esperar os que escolherem entrar em 2023 ao ritmo das batidas do outro lado do Atlântico. "São dez anos de I Love Baile Funk que estão na base deste conceito e por isso desenhámos uma noite em que convidamos todos a fazer essa viagem no tempo, desde a estreia do ILBF, em 2012, até à atualidade."

A evolução do funk, então música de nicho mas hoje totalmente mainstream, cruza-se com uma festa que foi crescendo ao ritmo da música brasileira, que contagiou o nosso continente e se foi afirmando, dos DJ sets até ao "show de palco". A expressão tem tradução simples: é uma festa de arromba, em que, durante duas horas e meia, "DJ, MC, bailarinas, vídeo, confetti, póneis e anões contam uma história", explica André Henriques. Mas agora em esteroides. "Nesta noite de ano novo, será a história de dez anos de ILBF em versão de celebração alargada, que vai prolongar-se até ás 6.00, com uma série de amigos convidados a juntar-se à festa."

Além de Jovem Dionísio e dos DJ habituais, está confirmada a atuação de Ary Rafeiro, brasileiro que há 20 anos se instalou em Portugal e que é "o ponta de lança do cruzamento das culturas entre Portugal e Brasil". E há também tempo para subir ao palco Cantini autor do êxito Isso É Que É Vida, com Dennis DJ, e compositor da maioria das grandes temas que têm pegado fogo nas pistas de dança nos últimos tempos, incluindo Galopa, na voz de Pedro Sampaio, e Deixa de Onda, com Dennis, Ludmilla e Xamã.

"Nestes dez anos, há muito para celebrar, a começar pelo nascimento de um conceito que arrancou timidamente numa discoteca e chegou aos grandes palcos e festivais", afirma André Henriques, concretizando a intenção de, nesta noite, contar a história da evolução do I Love Baile Funk mas também fazer o retrato do que tem acontecido no panorama do entretenimento nos últimos anos. "Esta noite de ano novo será também uma celebração de todos aqueles que conseguiram dar esse salto, de celebrar conquistas. E para nós também é o momento de marcar feitos como a música que editámos: Sextou já conta com 1,5 milhões de plays no Spotify, é Disco de Ouro em música e videoclipe; o Animais (ILBF, No Maka, Favela La Croix), que lançámos neste ano, tem sido um sucesso e há 15 dias juntamos à lista o Shot, que junta ILBF, No Maka, Aragão e Knox."

Para o promotor, o cartaz mostra bem a polivalência da equipa, que mais do que ter créditos confirmados a organizar festas é composta por músicos, que editam, que fazem rádio, que não discriminam qualquer género de batida e abraçam os mais inesperados cruzamentos. "O alinhamento desta passagem de ano I Love Baile Funk vai espelhar isso mesmo. Isto não é um show de funk, é uma viagem pela música brasileira nos últimos dez anos."

E porquê o Coliseu dos Recreios para fazer uma festa que talvez nos fosse mais óbvia noutros palcos da cidade? "Porque é o palco por excelência de Lisboa", responde de imediato. "É a pista de dança mais bonita do país, um espaço que por uma noite vamos conseguir transformar, até às 6.00 da manhã, numa grande festa, recebendo no espaço mais nobre do país as 4023 pessoas querem entrar em 2023 neste ambiente incrível."

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