JBL Project Everest DD67000: a melhor banda rock' n' roll do mundo

Donas de uma estética difícil de gerar consenso quanto ` sua beleza, as colunas impressionam pela sua amplitude. Custam quase 100 mil euros.

Com um início de vida a desenvolver sistemas de som para salas de cinema, ainda antes de se chamar JBL e mais tarde para estúdios de gravação, a marca fundada em 1946 teve um enorme sucesso também junto do público, que escolhia as suas colunas para os sistemas domésticos de alta-fidelidade. O músico Frank Zappa chegou mesmo a utilizar as JBL 4311 propositadamente, como monitoras na produção do disco "Ship Arriving Too Late to Save a Drowning Witch" em 1982, tal era a sua popularidade nos lares americanos.

Atualmente a JBL pertence ao grupo Harman, que por sua vez é detido pela Samsung, no entanto a identidade mantém-se e nos últimos anos tem-se dedicado a recuperar modelos de colunas clássicos que foram importantes na história da marca.

As JBL Project Everest DD67000 são as herdeiras de um legado já com 36 anos, com as primeiras Everest DD55000 a surgirem em 1985 e as premiadas Everest DD66000 em 2006. Não são colunas perfeitas, há vários fatores a ter em conta antes de considerar levá-las para casa: comecemos pelo preço que são cerca de 100 000 euros, se não é suficiente para desistir, tenha em conta que só a amplificação a que a Imacústica as ligou custa quase o mesmo e o sistema completo ultrapassa largamente esse valor. Depois há que avaliar a sala onde as colocar, apesar de não serem muito altas (96,5 cm), nem profundas (46,9 cm), são largas (1,109 cm), e pesam 147 kg cada uma, o que torna complicado colocá-las na sala de estar da maioria das casas. Por fim, se viver num apartamento, prepare-se para ter problemas com os vizinhos pois com as Everest DD67000 só vai querer ouvir música a níveis de volume pouco recomendáveis. Não que as colunas não sejam capazes de tocar bem com o volume baixo, vai ser é muito difícil conseguir conter-se para não o aumentar.

Donas de uma estética difícil de gerar consenso quanto à sua beleza, as Everest DD67000 são colunas de três vias com dois altifalantes de 15 polegadas para os graves carregados por portas reflex traseiras, uma corneta de compressão para as frequências médias de 4" e outra para os agudos de 1". O berílio é o material escolhido para as cúpulas das duas unidades e o tweeter é capaz de reproduzir frequências até aos 60kHz, bem acima daquilo que o ouvido humano é capaz de ouvir. Podem ser bicabladas e os acabamentos vão desde madeira de pau-rosa até à pintura high-gloss semelhante à utilizada nos automóveis de luxo.

As DD67000 são muito sensíveis (96db), e por isso deviam ser fáceis de amplificar até com um amplificador a válvulas com menos de 50 watt por canal. Não tivemos oportunidade de as ouvir ligadas a um e até acreditamos que possam tocar bem, mas a própria JBL recomenda amplificadores até 500 watt, como uma espécie de incentivo a utilizar uma amplificação mais robusta.

Os fãs do típico som JBL, que até podem ser audiófilos, estão longe de serem os mesmos que procuram umas colunas que reproduzam o som de uma forma relaxada, subtil e neutra. Até pelo estilo de música que deverão ouvir que é sobretudo rock, e isso, é o que elas fazem como poucas, ou mesmo nenhumas o farão.

Com as Everest não há rodeios, a música é projetada diretamente aos ouvintes com tal rapidez que quase não há tempo para respirar: no tema "Nightrain" do álbum Apetite for destruction dos Guns N" Roses somos mesmo atropelados por um comboio desde que Steven Adler começa a tocar bateria até ao final com o solo de guitarra de Slash. A comparação mais aproximada é a de estarmos a ouvir um PA num concerto ao vivo com a nossa melhor imitação dos músicos em air guitar ou air drums. Tudo é rápido nas Everest: o grave, que se sente no peito, mas é definido na textura e detalhe dos instrumentos, a gama média com uma reprodução clara das vozes e aquele tweeter, incansável a disparar os pratos de choque para lá do que podemos ouvir no tema "Think About You".

E de repente nostalgia leva-nos a lembrar também das festas no liceu do século passado, onde o Dj de serviço incentivado pela audiência aumentava o volume para lá do recomendado e lá queimava mais umas colunas. As Everest DD67000 impressionam pela sua amplitude, para elas é igual tocar a um nível de volume baixo, ou mesmo muito alto, a sua performance é a mesma. Certamente teriam dado jeito em muitos liceus na década de 1980.

Equipamento:

Amplificadores de potência Dan D"Agostino Progression Monoblocos: 53 900 euros

Pré amplificador Dan D'Agostino Progression Pre: 29 900 euros

Leitor de CD DCS Vivaldi One: 69 000 euros

Gira discos Tech Das Airforce III: 25 900 euros

JBL Project Everest DD67000: 99 999 euros

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