Explorial: uma aventura interativa que se faz nas ruas de Lisboa

A aplicação Explorial chegou a Lisboa com as rotas de Belém e Baixa Chiado. Um software que leva a conhecer as cidades (de Praga ao Porto passando por Sintra) como se fosse um jogo interativo, em equipa, em que os seus utilizadores se tornam exploradores.
Publicado a
Atualizado a

A Explorial nasceu quando dois amigos, Oliver Alther e Levin Germann, estavam de férias em Praga e depararam-se com um problema: visitar a cidade ou passar o tempo num Escape Room. A paisagem e monumentos não ofereciam interatividade suficiente, mas não seria possível conhecer a cidade através do passatempo de um Escape Room. Ocorreu-lhes a solução - juntar os dois conceitos numa aplicação.

Agora, a app chegou a Lisboa com dois percursos: Belém e Baixa Chiado. Dois sítios turísticos que permitem conhecer a cidade de forma interativa. Em Portugal, já existiam também percursos no Porto, Sintra, Óbidos, Évora, Cascais, Braga e Coimbra. A nível internacional a Explorial está disponível em 15 países com 93 rotas. E a experiência vai crescer. "Nós estamos, digamos, no início. Vamos passar pelos sítios que acreditamos que poderão comprovar mais rapidamente que há maior interesse", diz ao DN André Jacques, country manager da Explorial.

Embora a aplicação seja gratuita, para começar o percurso é necessário comprar um bilhete de 7 euros. E, claro, há duas coisas que não podem faltar: um telemóvel e ligação à internet. Embora o jogo esteja pensado para ser jogado em equipa, pode ser feito de forma individual.

Cada membro da equipa tem de descarregar a app para o seu telemóvel. "Bem-vindo a Lisboa", é a primeira mensagem que aparece no ecrã logo de início.

Ao chegar às localizações marcadas haverá cerca de três perguntas ou atividades relacionadas com a história do monumento para responder de forma individual. As questões incluem escolhas múltiplas, verdadeiros ou falsos, fotografias de grupo ou até contas de matemática. "O criador das perguntas é alguém local que conhece os sítios e que tem interesse nesse tipo de coisas", explica André Jacques.

Depois de responder a cada pergunta é revelada a sua correção e uma pequena explicação sobre o monumento. Há também tarefas de grupo que só podem ser respondidas por um membro.

No final, são somadas todas as respostas corretas, atribuindo uma classificação a todos os membros da equipa. Os percursos têm cerca de hora e meia de duração, mas é possível suspender o percurso e continuar noutro dia.

No bilhete, não está incluída a entrada em qualquer museu ou monumento.

A rota da Baixa Chiado começa nos Restauradores, passando pelo Teatro D.ª Maria II e Elevador de Santa Justa, terminando no Terreiro do Paço. No percurso encontram-se ainda joias escondidas da cidade ,como duas Estátuas dos Calceteiros nos Restauradores. Este percurso tem a duração de uma hora e vinte e seis minutos, contabilizando quase 15 mil passos.

Ao longo dos passeios, a maior dificuldade serão as condições climáticas (além dos altos e baixos do relevo da cidade, claro...). Por isso, água, roupa e calçado confortável não podem faltar. Outra dificuldade que André Jacques aponta foi o aparecimento de construções públicas: "É muito frequente nós desenharmos uma coisa para uma cidade que hoje tem um monumento mas que amanhã tem uma obra e pode obrigar a uma volta maior. Isso depois altera o percurso previsto que nós nem sempre controlamos".

A Explorial pretende chegar a um número crescente de países e ter mesmo pessoal só dedicado a Portugal "Nós queremos criar uma equipa aqui em Portugal para o crescimento desta experiência. Está na fase ideal para se expandir para o mundo todo e queremos fazer isso a partir daqui, acedendo a talento qualificado e gente jovem que tem interesse por este tipo de coisas", diz.

Atualmente a aplicação conta com mais de 50.000 downloads em todo o mundo.

mariana.goncalves@dn.pt

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt