Alexandre Silva eleito "Chefe de Cozinha do Ano 2021" pela Revista de Vinhos

A 25.ª edição dos prémios "Os Melhores do Ano" da Revista de Vinho , realizou-se no Porto, no hotel Crowne Plaza. José Roquette foi também um dos premiados da noite.

O prémio "Chefe de Cozinha do Ano 2021" da Revista de Vinho foi atribuído ao chef Alexandre Silva, proprietário dos restaurantes Fogo e Loco com uma estrela Michelin. Já conhecido pelo seu trabalho na área da gastronomia devido às suas conquistas, como o Garfo de Ouro do Guia Boa Cama Boa Mesa do jornal Expresso (2016), Garfo de Platina (2017) e Chef do Ano (2017), junta agora o novo título.

A 25ª edição dos prémios "Os Melhores do Ano" realizou-se no Porto, no hotel Crowne Plaza, e teve transmissão online.

"Planear a abertura de um restaurante de "fine dining" com apenas 20 lugares, num período em que se ouvia falar mais da troika do que do boom de turismo (ou dos novos exilados fiscais) parecia algo vindo da cabeça de um alucinado. Porém, Alexandre Silva não só concretizou o seu plano, sem investidores por detrás, como conseguiu a proeza de alcançar uma estrela Michelin - que mantém até hoje - antes de completar um ano de existência. Esse feito alcançado pelo Loco, em Lisboa, um restaurante de mesas nuas, com uma cozinha experimental e um menu com alterações regulares, foi muito importante, porque marcou uma certa abertura num guia sempre visto como muito conservador em relação a Portugal", justifica a redacção da Revista de Vinhos.

O Prémio foi atribuído pela Revista de Vinhos devido ao seu trabalho, criatividade nos seus pratos, e "constante defesa dos produtos portugueses".

"Para mim, enquanto chef de duas equipas em dois restaurantes, é sempre uma honra grande ver o nosso trabalho reconhecido", considerou o chef Alexandre Silva. "Vamos continuar a fazer aquilo em que acreditamos, e a criar pratos e experiências gastronómicas que fiquem na memória das pessoas e que as façam pensar", acrescentou.

José Roquette foi também um dos premiados da noite, levando para casa o "Prémio Homenagem". O seu projeto Esporão contribuiu para a revolução dos vinhos do Alentejo.

"No próximo ano fazemos 50 anos de história, desde a aquisição da Herdade do Esporão, e receber um reconhecimento destes é mais uma afirmação da capacidade do Esporão. Um projeto que hoje se estende às áreas do azeite e cerveja artesanal que está presente em novos territórios como a Quinta dos Murças, no Douro, e a Quinta do Ameal, na região do Vinho Verde. Quando fundei o Esporão, em 1973, com Joaquim Bandeira, o grande impulsionador da escolha do Alentejo, a nossa perspetiva era que este fosse um projeto transformador. Anos depois o caminho mantém-se, embora ainda haja muito para ser feito. Acredito que coisas boas vão acontecer pelas mãos de todos os que hoje estão envolvidos neste projeto", afirma José Roquette

O prémio do "Vinho do Ano" foi atribuído ao espumante Nossa Solera Desde 2001 Extra Bruto, elaborado na Bairrada por Filipa Pato e William Wouters. A Revista de Vinho deu a António Ventura a eleição de "Personalidade do Ano no Vinho".

A Murganheira foi eleita a "Empresa do Ano" e a Cabeça de Toiro levou o título de "Marca do Ano".

O autor dos Druida e consultor em diferentes produtores, Nuno Mira do Ó, foi considerado o "Enólogo do Ano".

Com uma estrela Michelin O portuense Vila Foz foi distinguido como "Restaurante do Ano".

O prémio do "Produtor Artesanal no Ano" foi da UNIQUEIJO - União de Cooperativas Agrícola da Ilha de São Jorge, devido à elaboração do Queijo DOP São Jorge.

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