Exclusivo Aguardente, o cognac português?

A aguardente vínica quer ganhar cada vez mais espaço nas garrafeiras dos portugueses e estrangeiros. Especialistas dão dicas para saber apreciar a "velha" aguardente.

Quem não se lembra dos gestos teatrais dos empregados de mesa, de certos restaurantes ditos mais finos, que antes de servir uma aguardente vínica velha aqueciam ou flamegavam copo do cliente numa mise en scene que, só por si, elevava a bebida? Ao mesmo tempo, a aguardente remete para um gesto mais frequente, e talvez mais típico, de um copo simples de aguardente bagaceira, ou bagaço, servido logo a seguir a uma refeição numa tasca mais típica, muitas vezes a dar "um cheirinho" ao café como um remate final dos comensais.

Aguardentes há muitas (brandy, rum, grappa, entre outras) mas as próximas linhas tratam da vínica. Como o nome indica é feita a partir do vinho e envelhecida em pipas de carvalho, pelo qual ganha a sua característica cor ambar. Um produto português, cujo processo de fabrico é muito igual ao cognac francês. Aliás, é na Lourinhã, a par das regiões de Armagnac e Cognac, em França, que está a terceira região demarcada do mundo da produção de aguardente vínica. Muitas vezes o produto da região portuguesa é afrancesado para Lourinhac.

Raquel Almeida, responsável de marketing da empresa João Portugal Ramos, explica ao DN: "A aguardente é o cognac português para chegar a certos mercados, mas temos de dizer que é um produto português, e tal como o caminho feito pelo vinho português em comparação ao francês, também a aguardente o pode fazer em relação ao cognac".

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