Vila Galé cresce 10% no primeiro semestre

Grupo está à procura de um imóvel para avançar com um hotel em Lisboa. No Brasil não sentiu impacto com a recessão, diz Gonçalo Rebelo de Almeida.
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O grupo Vila Galé registou no primeiro semestre do ano um crescimento de 10% nas receitas e também na taxa de ocupação, "em linha com as nossas expectativas", disse ao Dinheiro Vivo Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo hoteleiro.

O responsável mostrou-se satisfeito com as taxas de ocupação registadas nos hotéis do grupo. "Entre abril e outubro estamos a trabalhar com uma taxa de ocupação média de 80% no conjunto dos 20 hotéis Vila Galé em Portugal", explicou o responsável.

As reservas de verão estão a ter uma "evolução positiva. Estão cerca de 10% acima do registado o ano passado, pelo que o verão de 2016 será melhor do que o de 2015. Portugueses, ingleses, espanhóis, italianos e alemães são as principais nacionalidades nos hotéis em julho e agosto", especificou.

Questionado sobre se a crise de segurança em alguns países, como a Grécia, que são naturalmente mercados turísticos, têm beneficiado o turismo em Portugal, Gonçalo Rebelo de Almeida admite que esta situação "acabou por reencaminhar mais turistas para Portugal".

Contudo, frisa, "essa não é a única razão para o crescimento do turismo português. Há um visível aumento da notoriedade de Portugal, em particular na imprensa internacional, devido ao esforço promocional das entidades públicas e privadas junto dos mercados emissores." Não só devido à oferta hoteleira "variada e de qualidade" mas também à "segurança e tranquilidade, boa gastronomia e simpatia dos portugueses".

O administrador do grupo refere ainda o impacto positivo do aumento das ligações aéreas para Portugal e o elevado índice de satisfação dos turistas que visitaram Portugal como fatores que contribuíram para uma maior procura de turistas.

Assim, para 2016 a meta é um crescimento "acima dos 7% nas receitas, relativamente a 2015, o que significa uma revisão ligeiramente em alta face às expectativas no início de 2016", acrescentou.

Em Portugal o grupo está a apontar agulhas a novos hotéis. "Além da nova unidade na Ribeira do Porto (em fase de licenciamento), queremos ter um segundo hotel em Lisboa e andamos ativamente à procura. Todas as semanas analisamos imóveis e projetos. Braga é outra das cidades onde vemos potencial", revelou Gonçalo Rebelo de Almeida

A nível internacional, o grupo continua a olhar para mercados como "Moçambique, Cuba, Espanha (sobretudo Madrid e Barcelona) e Cabo Verde (as ilhas da Boa Vista e Sal)", embora ainda nada se tenha concretizado. No Brasil o grupo está a olhar para São Paulo e Alagoas.

Crise no Brasil promove turismo interno

Com presença no Brasil, Gonçalo Rebelo de Almeida garante que a atual crise que o país atravessa não está a ter impacto nos hotéis naquele país. "A verdade é que a desvalorização do real levou os brasileiros a optarem por fazer mais turismo interno em vez de irem para a Europa ou Estados Unidos e isso reflete-se nos nossos resorts", explicou. "Os hotéis de cidade, como o Vila Galé Salvador, estão estáveis, apesar de o turismo de negócios e de as deslocações empresariais terem abrandado", admitiu.

Questionado sobre se o grupo admite rever a estratégia no Brasil, Gonçalo Rebelo de Almeida garante que não. "Estamos a investir no Brasil. Em fase de licenciamento está um resort em Touros, em Rio Grande do Norte, perto de Natal, representando um investimento de 28 milhões de euros. Esta será a oitava unidade do grupo e reforça a nossa posição de principal rede de resorts no Brasil".

O grupo está ainda a investir 15 milhões de reais para ampliar e modernizar alguns dos hotéis no Brasil. O Vila Galé Marés, na Bahia, tem agora mais 40 quartos e 20 suítes. Está praticamente concluído o VG SUN, um condomínio de apartamentos ao lado do Vila Galé Cumbuco, que beneficiará dos serviços do hotel, explicou.

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