Já há 32 casos suspeitos de sarampo na região de Lisboa

O número de casos suspeitos de sarampo registados este mês na região de Lisboa e Vale do Tejo aumentou para 32, confirmando-se a doença em 22 desses casos, afirmou hoje a Direção-geral de Saúde.

Entre os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge há 20 adultos e duas crianças e mais outra dezena de suspeitas, adianta a Direção-Geral de Saúde. Num balanço de hoje, há um aumento de oito casos registados em relação a 23 de novembro. Trata-se de "dois surtos distintos, ambos com origem em casos de doença importados de países europeus", mas dois dos casos não estão relacionados com estes surtos e estão a ser investigados.

Entre início de outubro do ano passado e final de setembro deste ano, foram já registados mais de 13 400 casos de sarampo em 30 países europeus, incluindo 126 casos em Portugal -- a maioria durante o surto que se verificou no hospital de Santo António, no Porto, em março --, segundo um relatório do Centro Europeu de Controlo de Doenças. Grécia (com mais de três mil casos), França (mais de 2700) e Itália (mais de 2500) foram os piores exemplos.

"O sarampo continua a espalhar-se na Europa porque a cobertura vacinal em muitos países" está abaixo do que devia, adianta aquela institição. Só quatro países dos 30 analisados pelo ECDC tinham taxas de cobertura vacinal de pelo menos 95%, sendo que entre eles está Portugal, a par com a Suécia, Hungria e Eslováquia.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode provocar doença grave, especialmente em pessoas não vacinadas. A vacinação é a melhor forma de prevenção, segundo as autoridades de saúde -- as pessoas vacinadas podem contrair a doença, mas numa forma mais ligeira, sendo que não apresentam um quadro clínico tão contagioso.

Os sintomas do sarampo levam entre 10 e 12 dias para aparecer, quando há transmissão por contacto com gotículas ou propagação no ar através da tosse ou espirros da pessoa infetada. O período de contágio inclui os quatro dias antes e os quatro dias depois de a doença se manifestar na pele. Febre, erupção cutânea, tosse, conjuntivite e corrimento nasal são os sintomas.

A Direção-Geral de Saúde tem disponível a linha SNS 24 (808 24 24 24) para esclarecer dúvidas, recomendando a vacinação contra "uma das doenças infecciosas mais contagiosas".

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