Sangue ferveu e cabeças explodiram. Assim morreram as vítimas do Vesúvio

Vulcão entrou em erupção no ano 79 d.C. e dizimou as cidades de Pompeia e Herculano.

O Vesúvio entrou em erupção numa noite do ano 79 d.C. e espalhou lava e cinza ao longo de 20 quilómetros pelas suas encostas. As populações mais próximas ficaram sepultadas num manto de lava que entretanto solidificou.

Grande parte das mortes aconteceu porque as pessoas - apanhadas desprevenidas durante a noite - não tiveram tempo de fugir. Agora, mais de 1500 anos depois, os cientistas conseguiram perceber como morreram as vítimas do vulcão.

A investigação feita por cientistas italianos e publicada na revista PLOS One, revela que as temperaturas da nuvem de cinza e os gases venenosos que cobriram a área fizeram com que o sangue fervesse e os seus crânios explodissem. As análises das ossadas mostram "um padrão generalizado de hemorragia induzida pelo calor, aumento da pressão intracraniana e rutura do crânio".

Ao todo, a erupção matou 2000 pessoas. Os efeitos devastadores no corpo (o sangue ter fervido e as cabeças explodido) terão acontecido depois das vítimas já terem morrido. "Morreram muito depressa, sem sofrer, foi uma morte instantânea, ficaram petrificados no último instante de vida", descreve Pietro Paolo Petrone, do departamento de medicina legal da Universidade Frederico II de Nápoles, um dos autores do estudo.

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