O zika está a perder força. Diminuiu o nível de alerta para as grávidas que visitem países afetados

As novas instruções indicam que as mulheres grávidas ou que estão a pensar em engravidar devem falar com os seus médicos antes de se deslocarem para um dos países onde tenha existo zika. Mas depois de informadas sobre a situação local, podem sempre escolher se querem viajar.

Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o vírus zika como uma emergência de saúde global. Nessa altura, as mulheres grávidas e as que pretendessem engravidar foram aconselhadas a não viajar para cerca de uma centena de países ou regiões afetadas com o vírus transmitido por mosquitos. A contaminação poderia causar graves deficiências cognitivas aos bebés. Nesta semana, motivado pela forte diminuição da epidemia, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CCPD) retirou os avisos, segundo o jornal The Washington Post.

Também a OMS vai baixar um pouco a guarda. As mulheres grávidas que queiram ir para um dos países identificados como tendo tido​​​​​ o vírus podem fazê-lo desde que devidamente informadas pelos serviços de saúde, avançou a porta-voz da organização. Embora ainda exista em alguns lugares no sudoeste e no sul da Ásia, o zika está praticamente extinto.

Investigadores acreditam no fim da epidemia uma vez que as populações afetadas desenvolveram imunidade ao zika, impedindo-o de se propagar. No entanto, nunca existiu um tratamento concreto, como uma vacina, para combater a epidemia. As medidas de proteção nas zonas infetadas incluíam usar roupas que tapassem ao máximo a pele e o uso de repelente para insetos.

O zika, que afetou centenas de milhares de pessoas, terá tido origem no Uganda e ter-se-á expandindo-se para o Leste Asiático e para o Pacífico Sul até à América do Sul. Além das consequências a nível cognitivo, o zika pode causar problemas na visão, na audição ou microcefalia (os bebés nascerem com a cabeça anormalmente pequena e cérebros subdesenvolvidos) - o que terá acontecido a cerca de 2200 bebés nascidos no Brasil.

A alteração das recomendações provocaram ansiedade ​​​entre a comunidade médica. Numa tentativa de acalmar os ânimos, Martin Cetron, o diretor do departamento de Migração Global e Quarentena do CCPD, afirmou: "Nos sítios onde ainda há grande possibilidade de contágio, vamos dizer para [as grávidas] não irem. Ainda lá pode estar [o vírus]. Se é uma pessoa de risco zero, não vá. Se não é, pode decidir."

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