Nova Expo: vai ser possível pedalar do Parque das Nações até Oeiras

Projeto vai requalificar a zona ribeirinha entre Pedrouços e Cruz Quebrada. Investimento é de 300 milhões de euros.

A zona ocidental de Lisboa, onde funcionavam os antigos armazéns da Docapesca, vai ser requalificada e já lhe chamam a "nova Expo". Esta manhã foi apresentado o projeto que inclui um troço do percurso que irá ligar o Parque das Nações a Oeiras. Recebeu o nome de "Ciclovia do Mar" e consiste em um quilómetro e meio de um trajeto entre Pedrouços e Cruz Quebrada que se encontrava interdito ao público.

O intuito é reabilitar uma área "abandonada há décadas", como lembrou a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, na apresentação do projeto do "Campus do Mar". O investimento é de 300 milhões de euros, a maior parte de iniciativa privada.

Toda a zona ribeirinha será requalificada com espaços verdes e pretende-se que seja uma área de circulação de transportes sustentáveis - está a ser equacionada a criação de uma zona de estacionamento para libertar o espaço de carros e devolver às pessoas a frente de mar.

Também o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, considerou que este é "um projeto de profunda ligação da terra com o mar, de devolução às pessoas de um espaço que hoje se encontra fechado", já que contempla "amplas zonas de fruição pública".

O "Campus do Mar" é um projeto que abrange 64 hectares de área de intervenção e que pretende posicionar Portugal num "espaço de referência no contexto internacional nos domínios das ciências marítimas e marinhas e à economia azul", realçou Ana Paula Vitorino.

Um pólo de investigação das ciências ligadas ao mar

Com conclusão prevista para 2030, 73% será investimento privado (219 milhões de euros), 25% público-privado (76 milhões de euros) e 2% (5 milhões de euros) será investimento público. A receita anual está estimada em 6,8 milhões de euros.

O Campus do Mar, ou "Ocean Campus", é um campus de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (ID&I) internacional de atividades ligadas ao mar e que visa "agregar, sob a temática do mar, vários organismos, serviços e instituições públicas, polos universitários, laboratórios de investigação, unidades âncora para desenvolvimento de novos modelos de relacionamento".

O projeto está dividido em três fases de implementação, sendo que na primeira, até 2022, será investido um total de 118 milhões de euros na Marina de Pedrouços, num espaço para instalação de empresas, na criação de um 'Ocean Lab', na construção de residências temporárias para investigadores, restauração, entre outros.

Na segunda fase (2022-2026) está previsto um investimento total de 152 milhões de euros num hotel, num espaço empresarial e para centros de investigação, na Marina do Jamor, na 'Blue Business School', assim como em terrapleno, arranjos exteriores ou acessibilidades.

Por fim, na terceira fase (2026-2030), vão ser investidos 30 milhões de euros em terrapleno, arranjos exteriores ou acessibilidades.

No entanto, de acordo com Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, existe a possibilidade "da primeira e segunda fases arrancarem em simultâneo". O autarca anunciou também a requalificação das praias de Algés e da Cruz Quebrada, esperando que venham a ter Bandeira Azul no futuro.

Corrigido às 16:52

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